Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Abel Cavira
Nascido em Fortaleza, CE.
Filho de Edgardo Siebra, O maior Guerreiro dos Multiversos e Fátima Cavalcante, Deusa das Amazonas, presenteado com uma irmã chamada Carolina, A Maior das Heroínas e conectado com a Estrela Mor das Galáxias, Fabi Fernandes.
Como toda criatura que não nasce de ovos cósmicos, fui gerado em um ventre e tive meu primeiro contato com o sangue ao sair de parto normal. Talvez aquele líquido vermelho tenha se entranhado mais do que deveria em mim.
Cresci com a sensação ludibriante de gostar do medo que o terror provoca e, depois de anos, finalmente meu chamado para contribuir com esse gênero maravilhoso aconteceu.
Fã do terror clássico, visceral ou paranormal, desejo contribuir para que o Brasil abra ainda mais este espaço tão marcado por narizes torcidos e frescurinhas.
Aos 32 anos sou estudante de Direito, Servidor Público e amo escrever e ler Terror, Fantasia, Ficção-científica e Suspense. Mas minha maior paixão são histórias de vampiros (exceto os que brilham sob o sol).
Influências literárias: STEPHEN KING, ANNE RICE, H. P. LOVECRAFT, EDGAR ALAN POE, BRAM STOKER, MARY SHELLEY, LEONEL CALDELA, AFONSO SOLANO, RAPHAEL DRACCON, entre outros.





Memórias Rubras. Episódio 1 – Royal Flush. Parte 4

VI

— Tempo muito — diz Gato novamente.

— É, amigão. Mas você não vai querer perder o fim desta história não é? — pergunto com vibração na voz.

— Toda história querer contar?

— Você não tá aqui pelo que estou te contando?

— Não, humano.

Mas que merda! Gato está cagando para a história? A empolgação se vai com a mesma rapidez que veio.

— E por que tá aqui esse tempo todo, então?

— Morar por aqui. Fazer nada. Ouvir.

Bufo, passo a mão sobre o rosto, deixando-o manchado de sangue.

— Ok! Quer ouvir o resto?

— Contar querer?

— Claro que quero contar!

Gato boceja, espreguiça-se de novo, anda em círculos por uma eternidade e se ajeita no chão de tábuas.

Reviro os olhos. Paciência.

— Ouvo você.

— Ouço!

— Hã?

— Nada! Posso continuar?

— Por favor!

Dá para acreditar?

Páginas: 1 2 3 4

Abel Cavira
Memórias Rubras. Episódio 1 – Royal Flush. Parte 4

VI

— Tempo muito — diz Gato novamente.

— É, amigão. Mas você não vai querer perder o fim desta história não é? — pergunto com vibração na voz.

— Toda história querer contar?

— Você não tá aqui pelo que estou te contando?

— Não, humano.

Mas que merda! Gato está cagando para a história? A empolgação se vai com a mesma rapidez que veio.

— E por que tá aqui esse tempo todo, então?

— Morar por aqui. Fazer nada. Ouvir.

Bufo, passo a mão sobre o rosto, deixando-o manchado de sangue.

— Ok! Quer ouvir o resto?

— Contar querer?

— Claro que quero contar!

Gato boceja, espreguiça-se de novo, anda em círculos por uma eternidade e se ajeita no chão de tábuas.

Reviro os olhos. Paciência.

— Ouvo você.

— Ouço!

— Hã?

— Nada! Posso continuar?

— Por favor!

Dá para acreditar?

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