Memórias Rubras. episódio 1 - Royal Flush parte 5 - Abel Cavira
Abel Cavira
Nascido em Fortaleza, CE.
Filho de Edgardo Siebra, O maior Guerreiro dos Multiversos e Fátima Cavalcante, Deusa das Amazonas, presenteado com uma irmã chamada Carolina, A Maior das Heroínas e conectado com a Estrela Mor das Galáxias, Fabi Fernandes.
Como toda criatura que não nasce de ovos cósmicos, fui gerado em um ventre e tive meu primeiro contato com o sangue ao sair de parto normal. Talvez aquele líquido vermelho tenha se entranhado mais do que deveria em mim.
Cresci com a sensação ludibriante de gostar do medo que o terror provoca e, depois de anos, finalmente meu chamado para contribuir com esse gênero maravilhoso aconteceu.
Fã do terror clássico, visceral ou paranormal, desejo contribuir para que o Brasil abra ainda mais este espaço tão marcado por narizes torcidos e frescurinhas.
Aos 32 anos sou estudante de Direito, Servidor Público e amo escrever e ler Terror, Fantasia, Ficção-científica e Suspense. Mas minha maior paixão são histórias de vampiros (exceto os que brilham sob o sol).
Influências literárias: STEPHEN KING, ANNE RICE, H. P. LOVECRAFT, EDGAR ALAN POE, BRAM STOKER, MARY SHELLEY, LEONEL CALDELA, AFONSO SOLANO, RAPHAEL DRACCON, entre outros.





Memórias Rubras. episódio 1 – Royal Flush parte 5

II

O telefone tocou três vezes antes que Ed atendesse.

Ouvi o jukebox ao fundo, junto ao som de várias pessoas a conversar um monte de besteira. Caramba! Plena terça-feira e o bar tava cheio. Talvez tivesse ligação com o alto índice de desemprego… ou não. Vai saber.

— Bar do EdGordo!

A voz soou grosseira, cheia de moral, sem interesse de falar. Ed querendo dar uma de machão.

— Edinho, meu querido servo! Preciso de um favor.

— Ah não! Caralho! — Fraquejou na voz.

— Pois é, amigão, você ainda o tem… — ameacei, referindo-me ao órgão genital. — Ainda!

— Tá. Tá certo, tá certo, peraí!

Acho que tentou abafar o telefone, mas ainda assim pude ouvi-lo.

— Baixa esse som, porra!… O quê? O bar é meu, caralho! Baixa isso aê! Preá, ô Preá, baixa isso, porra! Calma uma pinoia, seu bicha, baixa logo!

O som baixou.

— Pronto… ééé.. Chefe.

— Olha só! Você realmente conseguiu impor moral no meu bar. Ed, é o seguinte: preciso do nome de um policial corrupto. Alguém que venda a própria mãe pelo preço certo. Desenrola pra mim, tá.

— O quê?! Eu não tenho esse tipo de informação. Quer dizer, vem muitos pulícia aqui, mas cê sabe né? Tudo peixe pequeno. Eu não sei de…

-— Você tem duas horas.

— Não, chefe, eu…

— E Ed, vê se não atrasa. Não vamos querer descobrir como você é por dentro… ou vamos?

— Nã-nã-não, chefe.

— Que legal. Até daqui a pouco.

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Abel Cavira
Memórias Rubras. episódio 1 – Royal Flush parte 5

II

O telefone tocou três vezes antes que Ed atendesse.

Ouvi o jukebox ao fundo, junto ao som de várias pessoas a conversar um monte de besteira. Caramba! Plena terça-feira e o bar tava cheio. Talvez tivesse ligação com o alto índice de desemprego… ou não. Vai saber.

— Bar do EdGordo!

A voz soou grosseira, cheia de moral, sem interesse de falar. Ed querendo dar uma de machão.

— Edinho, meu querido servo! Preciso de um favor.

— Ah não! Caralho! — Fraquejou na voz.

— Pois é, amigão, você ainda o tem… — ameacei, referindo-me ao órgão genital. — Ainda!

— Tá. Tá certo, tá certo, peraí!

Acho que tentou abafar o telefone, mas ainda assim pude ouvi-lo.

— Baixa esse som, porra!… O quê? O bar é meu, caralho! Baixa isso aê! Preá, ô Preá, baixa isso, porra! Calma uma pinoia, seu bicha, baixa logo!

O som baixou.

— Pronto… ééé.. Chefe.

— Olha só! Você realmente conseguiu impor moral no meu bar. Ed, é o seguinte: preciso do nome de um policial corrupto. Alguém que venda a própria mãe pelo preço certo. Desenrola pra mim, tá.

— O quê?! Eu não tenho esse tipo de informação. Quer dizer, vem muitos pulícia aqui, mas cê sabe né? Tudo peixe pequeno. Eu não sei de…

-— Você tem duas horas.

— Não, chefe, eu…

— E Ed, vê se não atrasa. Não vamos querer descobrir como você é por dentro… ou vamos?

— Nã-nã-não, chefe.

— Que legal. Até daqui a pouco.

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