A Mosca - Adam Mattos
Adam Mattos
Sou advogado, aficcionado por leitura de todos os gêneros, e a minha grande paixão recém descoberta é a escrita.
Já publiquei em algumas antologias de terror e de temas variados, além de ter publicado também em antologias de poesias.
O maldito me fascina, tanto na leitura quanto na escrita, meu objetivo é causar calafrios em quem lê, e em mim mesmo que escrevo.
O feio, subversivo e errante é o mal aglutinador da espécie humana, que merece ser dominado pelo medo. Cuidado, aprecie minhas obras com a mente aberta e o estômago forte.







A Mosca

A mosca decola ao infinito

Fareja por aquele mundo em sua imensidão

Encontra uma superfície que lhe traz conflito

Nada é visível na solitária escuridão

 

Ela ali, amanheceu para a vida

Não sabia, mas pousara em sangue

Como é nascitura não distingue

Bebe, pois como todo jovem, é atrevida.

 

Do sangue inundando o chão

Jazia um pequeno bebê, com a mãe ao lado

A mulher, de barriga aberta, tinha uma faca na mão

Mas nada daquilo afetou o ser alado

 

Nenhum jamais sairá daquela definitiva mortuária

Que será sempre o mundo infinito do bebê

Tendo apenas a mosca como sua mutuária

Em comum, apenas o ato de nascer

 

Adam Mattos
A Mosca

A mosca decola ao infinito

Fareja por aquele mundo em sua imensidão

Encontra uma superfície que lhe traz conflito

Nada é visível na solitária escuridão

 

Ela ali, amanheceu para a vida

Não sabia, mas pousara em sangue

Como é nascitura não distingue

Bebe, pois como todo jovem, é atrevida.

 

Do sangue inundando o chão

Jazia um pequeno bebê, com a mãe ao lado

A mulher, de barriga aberta, tinha uma faca na mão

Mas nada daquilo afetou o ser alado

 

Nenhum jamais sairá daquela definitiva mortuária

Que será sempre o mundo infinito do bebê

Tendo apenas a mosca como sua mutuária

Em comum, apenas o ato de nascer