Minha Luta - Adam Mattos
Adam Mattos
Sou advogado, aficcionado por leitura de todos os gêneros, e a minha grande paixão recém descoberta é a escrita.
Já publiquei em algumas antologias de terror e de temas variados, além de ter publicado também em antologias de poesias.
O maldito me fascina, tanto na leitura quanto na escrita, meu objetivo é causar calafrios em quem lê, e em mim mesmo que escrevo.
O feio, subversivo e errante é o mal aglutinador da espécie humana, que merece ser dominado pelo medo. Cuidado, aprecie minhas obras com a mente aberta e o estômago forte.







Minha Luta

Depois desse incidente, Henry passou a ser uma criança normal, exceto pela quantidade de livros que lia e de fechar-se no quarto de vez em quando “para escrever” ele dizia. 

 

Tudo corria bem na família, até que uma madrugada, Henry vedou a casa inteira com panos embaixo das portas e desconectou o gás que vinha da rua do fogão. Causando um grande vazamento. Antes de começar a sentir-se mal, saiu da casa pela porta da frente e a trancou. Todas as outras chaves da casa estavam em seu bolso. Ele tinha 9 anos.

 

Foi encontrado dias depois vagando pela rua e pedindo esmola. Os policiais o levaram até a delegacia e contaram que os pais estavam mortos. Havia acontecido um vazamento de gás e eles morreram sem sentir dor, enquanto estavam dormindo. O garoto não esboçou nenhuma reação. Provavelmente estava em choque, pensaram. 

O garoto foi encaminhado para um abrigo de menores enquanto a investigação acontecia. Apesar de ter apenas 9 anos era estranho que ele não estivesse em casa na hora do vazamento. E o fato de não ter chorado quando soube da morte dos pais, também não o ajudava. 

 

No dia seguinte, o inspetor Gerson estava em sua mesa da delegacia quando um policial que acompanhou o caso desde o começo, inclusive o depoimento do garoto, entrou em sua sala visivelmente nervoso. “O que foi?” Indagou Gerson?  O policial entregou um saco plástico com um caderno dentro. Ao pegar e abrir a primeira página levantou-se assustado. “Mas o que…”

Em suas mãos estava o caderno aberto na primeira página, onde lia-se em alemão: “Mein Kampf” e logo abaixo assinado pelo garoto: Adolf Hitler.

 

Páginas: 1 2

Adam Mattos
Minha Luta

Depois desse incidente, Henry passou a ser uma criança normal, exceto pela quantidade de livros que lia e de fechar-se no quarto de vez em quando “para escrever” ele dizia. 

 

Tudo corria bem na família, até que uma madrugada, Henry vedou a casa inteira com panos embaixo das portas e desconectou o gás que vinha da rua do fogão. Causando um grande vazamento. Antes de começar a sentir-se mal, saiu da casa pela porta da frente e a trancou. Todas as outras chaves da casa estavam em seu bolso. Ele tinha 9 anos.

 

Foi encontrado dias depois vagando pela rua e pedindo esmola. Os policiais o levaram até a delegacia e contaram que os pais estavam mortos. Havia acontecido um vazamento de gás e eles morreram sem sentir dor, enquanto estavam dormindo. O garoto não esboçou nenhuma reação. Provavelmente estava em choque, pensaram. 

O garoto foi encaminhado para um abrigo de menores enquanto a investigação acontecia. Apesar de ter apenas 9 anos era estranho que ele não estivesse em casa na hora do vazamento. E o fato de não ter chorado quando soube da morte dos pais, também não o ajudava. 

 

No dia seguinte, o inspetor Gerson estava em sua mesa da delegacia quando um policial que acompanhou o caso desde o começo, inclusive o depoimento do garoto, entrou em sua sala visivelmente nervoso. “O que foi?” Indagou Gerson?  O policial entregou um saco plástico com um caderno dentro. Ao pegar e abrir a primeira página levantou-se assustado. “Mas o que…”

Em suas mãos estava o caderno aberto na primeira página, onde lia-se em alemão: “Mein Kampf” e logo abaixo assinado pelo garoto: Adolf Hitler.

 

Páginas: 1 2