O Acidente - Adam Mattos
Adam Mattos
Sou advogado, aficcionado por leitura de todos os gêneros, e a minha grande paixão recém descoberta é a escrita.
Já publiquei em algumas antologias de terror e de temas variados, além de ter publicado também em antologias de poesias.
O maldito me fascina, tanto na leitura quanto na escrita, meu objetivo é causar calafrios em quem lê, e em mim mesmo que escrevo.
O feio, subversivo e errante é o mal aglutinador da espécie humana, que merece ser dominado pelo medo. Cuidado, aprecie minhas obras com a mente aberta e o estômago forte.







O Acidente

       Carlos mal entrou em casa e já saiu em direção à delegacia. Chegando lá, informou o ocorrido, mas omitiu a carta de ameaça, pois não podia se comprometer, e afinal, ele não sabia se havia alguma relação ainda. O policial que o atendeu, registrou o boletim de ocorrência e o informou que as buscar começaria imediatamente, pediu uma foto, que ele havia levado, e o orientou que voltasse para casa para aguardar novas informações. Carlos voltou e aguardou junto com a esposa. Passaram a noite em claro sem notícias da filha, quando por volta das quatro horas da manhã o telefone celular de Carlos tocou, era um número privado, ele atendeu prontamente:

       – Alo

       – Vá até a porta da frente da sua casa, tem um presente pra você, você matou alguém e agora o seu castigo está dado, saiba que a culpa disso é somente sua.

       E desligou.

       Carlos ficou com o coração batendo a mil por hora, um frio correndo pelo seu corpo inteiro, ficou completamente mudo e não conseguiu responder nenhuma pergunta da esposa, apenas desceu a escada em silêncio em direção à porta da frente, a abriu, e viu um pacote quadrado de tamanho médio no chão em frente a sua porta, ele o pegou, e levou até a mesa da sala, quando o abriu seu coração parou. Era a cabeça da sua filha enrolada com um belo laço vermelho.

 

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Adam Mattos
O Acidente

       Carlos mal entrou em casa e já saiu em direção à delegacia. Chegando lá, informou o ocorrido, mas omitiu a carta de ameaça, pois não podia se comprometer, e afinal, ele não sabia se havia alguma relação ainda. O policial que o atendeu, registrou o boletim de ocorrência e o informou que as buscar começaria imediatamente, pediu uma foto, que ele havia levado, e o orientou que voltasse para casa para aguardar novas informações. Carlos voltou e aguardou junto com a esposa. Passaram a noite em claro sem notícias da filha, quando por volta das quatro horas da manhã o telefone celular de Carlos tocou, era um número privado, ele atendeu prontamente:

       – Alo

       – Vá até a porta da frente da sua casa, tem um presente pra você, você matou alguém e agora o seu castigo está dado, saiba que a culpa disso é somente sua.

       E desligou.

       Carlos ficou com o coração batendo a mil por hora, um frio correndo pelo seu corpo inteiro, ficou completamente mudo e não conseguiu responder nenhuma pergunta da esposa, apenas desceu a escada em silêncio em direção à porta da frente, a abriu, e viu um pacote quadrado de tamanho médio no chão em frente a sua porta, ele o pegou, e levou até a mesa da sala, quando o abriu seu coração parou. Era a cabeça da sua filha enrolada com um belo laço vermelho.

 

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