O Forasteiro - Adam Mattos
Adam Mattos
Sou advogado, aficcionado por leitura de todos os gêneros, e a minha grande paixão recém descoberta é a escrita.
Já publiquei em algumas antologias de terror e de temas variados, além de ter publicado também em antologias de poesias.
O maldito me fascina, tanto na leitura quanto na escrita, meu objetivo é causar calafrios em quem lê, e em mim mesmo que escrevo.
O feio, subversivo e errante é o mal aglutinador da espécie humana, que merece ser dominado pelo medo. Cuidado, aprecie minhas obras com a mente aberta e o estômago forte.







O Forasteiro

Antenor não sabia se acreditava no homem ou não, algo lhe dava a impressão de que ele estava mentindo, mas ele não sabia explicar o que, se era o seu tom de voz, ou o discurso, que parecia muito bem ensaiado, mas resolveu deixar para lá.

– Sabe, já que é novo por aqui, por que não janta lá em casa qualquer dia desses? A gente pode conversar sobre literatura, e eu te conto sobre a cidade, com quem você deve se relacionar e de quem você deve se esconder.

Os dois riram, e Juarez aceitou a proposta, trocaram telefones e ficaram de conversar para combinar o jantar. Despediram-se e Antenor foi para casa com uma boa sensação, a de que possivelmente fizera um novo e muito bem vindo amigo.

***

Juarez entrou em seu Corolla e dirigiu até a sua recém-alugada residência, uma casa modesta, mas que servia muito bem ao seu propósito, já que morava sozinho e não pretendia receber visitas. Fizera um amigo em seu primeiro dia na cidade, não sabia muito bem como se sentia em relação a isso, se pretendia passar despercebido, ou se pretendia se enturmar de vez na rotina e assim chamar menos atenção, pois um forasteiro misterioso gera muitas perguntas, e isso era tudo o que ele não queria. Guardou as compras na despensa, abriu o armário e ficou observando as armas guardadas, aviam rifles de caça, até pistolas semi-automáticas, fechou e foi tomar um longo banho enquanto decidia o que era o melhor a fazer.

***

Antenor esperou a empregada ir embora, e abriu uma garrafa de uísque 12 anos que estava guardada há séculos, mas hoje ele estava com vontade de beber, se serviu de uma dose e ligou a televisão num canal de filmes antigos, estava passando um corpo que cai do Hitchcock, um dos seus filmes preferidos, assistiu até o fim, mas com o pensamento no forasteiro, algo dentro dele dizia que ele estava fugindo de alguma coisa ou de alguém, ninguém em sã consciência se muda para uma cidade daquelas apenas para mudar de ares. Ele estava intrigado e determinado a descobrir. Já passava das 22h00min, quando ele, sob influência do uísque resolveu ligar para Juarez, o telefone chamou três vezes quando do outro lado da linha ele atendeu:

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Adam Mattos
O Forasteiro

Antenor não sabia se acreditava no homem ou não, algo lhe dava a impressão de que ele estava mentindo, mas ele não sabia explicar o que, se era o seu tom de voz, ou o discurso, que parecia muito bem ensaiado, mas resolveu deixar para lá.

– Sabe, já que é novo por aqui, por que não janta lá em casa qualquer dia desses? A gente pode conversar sobre literatura, e eu te conto sobre a cidade, com quem você deve se relacionar e de quem você deve se esconder.

Os dois riram, e Juarez aceitou a proposta, trocaram telefones e ficaram de conversar para combinar o jantar. Despediram-se e Antenor foi para casa com uma boa sensação, a de que possivelmente fizera um novo e muito bem vindo amigo.

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Juarez entrou em seu Corolla e dirigiu até a sua recém-alugada residência, uma casa modesta, mas que servia muito bem ao seu propósito, já que morava sozinho e não pretendia receber visitas. Fizera um amigo em seu primeiro dia na cidade, não sabia muito bem como se sentia em relação a isso, se pretendia passar despercebido, ou se pretendia se enturmar de vez na rotina e assim chamar menos atenção, pois um forasteiro misterioso gera muitas perguntas, e isso era tudo o que ele não queria. Guardou as compras na despensa, abriu o armário e ficou observando as armas guardadas, aviam rifles de caça, até pistolas semi-automáticas, fechou e foi tomar um longo banho enquanto decidia o que era o melhor a fazer.

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Antenor esperou a empregada ir embora, e abriu uma garrafa de uísque 12 anos que estava guardada há séculos, mas hoje ele estava com vontade de beber, se serviu de uma dose e ligou a televisão num canal de filmes antigos, estava passando um corpo que cai do Hitchcock, um dos seus filmes preferidos, assistiu até o fim, mas com o pensamento no forasteiro, algo dentro dele dizia que ele estava fugindo de alguma coisa ou de alguém, ninguém em sã consciência se muda para uma cidade daquelas apenas para mudar de ares. Ele estava intrigado e determinado a descobrir. Já passava das 22h00min, quando ele, sob influência do uísque resolveu ligar para Juarez, o telefone chamou três vezes quando do outro lado da linha ele atendeu:

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