Um Demônio - Adam Mattos
Adam Mattos
Sou advogado, aficcionado por leitura de todos os gêneros, e a minha grande paixão recém descoberta é a escrita.
Já publiquei em algumas antologias de terror e de temas variados, além de ter publicado também em antologias de poesias.
O maldito me fascina, tanto na leitura quanto na escrita, meu objetivo é causar calafrios em quem lê, e em mim mesmo que escrevo.
O feio, subversivo e errante é o mal aglutinador da espécie humana, que merece ser dominado pelo medo. Cuidado, aprecie minhas obras com a mente aberta e o estômago forte.







Um Demônio

Um demônio sussurra em meu ouvido
Eu reluto em aceitar os seus comandos
Mas quando percebo já estou envolvido
Seguindo e aceitando os seus desmandos

Mesmo não querendo eu sei que farei
O que me é orientado sem pudor
E com todo o impulso me esforçarei
Para desferir o máximo possível de dor

Dor em mim mesmo a princípio
Me cortando para lhe agraciar
Não sei se sirvo aos deuses do Olimpo
Ou apenas um ser das trevas a saciar

Depois a dor será desferida em outrem
Com as armas que me sinto a vontade
Deixo que meu demônio as encontrem
Para que eu comece essa maldade

Com uma faca bem afiada eu começo
Corto um braço ouvindo os gritos de agonia
À princípio eu ouvindo isso, estremeço
Mas aos poucos os gritos formam uma harmonia

Continuo cortando até que em minha frente
Se encontre um corpo completamente sem vida
O meu sentimento diante disso é indiferente
Pois pelo demônio minha alma já está absorvida

 

Adam Mattos
Um Demônio

Um demônio sussurra em meu ouvido
Eu reluto em aceitar os seus comandos
Mas quando percebo já estou envolvido
Seguindo e aceitando os seus desmandos

Mesmo não querendo eu sei que farei
O que me é orientado sem pudor
E com todo o impulso me esforçarei
Para desferir o máximo possível de dor

Dor em mim mesmo a princípio
Me cortando para lhe agraciar
Não sei se sirvo aos deuses do Olimpo
Ou apenas um ser das trevas a saciar

Depois a dor será desferida em outrem
Com as armas que me sinto a vontade
Deixo que meu demônio as encontrem
Para que eu comece essa maldade

Com uma faca bem afiada eu começo
Corto um braço ouvindo os gritos de agonia
À princípio eu ouvindo isso, estremeço
Mas aos poucos os gritos formam uma harmonia

Continuo cortando até que em minha frente
Se encontre um corpo completamente sem vida
O meu sentimento diante disso é indiferente
Pois pelo demônio minha alma já está absorvida