VENTO DE SANGUE - Alberto Arecchi
Alberto Arecchi
Alberto Arecchi (1947) é um arquiteto italiano, mora na cidade de Pavia. Tem uma longa experiência em projetos de cooperação para o desenvolvimento em vários países africanos (de 1975 a 1995: Somália, Moçambique, Argélia, Senegal e outros Países do Sahel), trabalhando como professor e especialista em tecnologias apropriadas para o planejamento de hábitat. Voltado a Itália, practicou a profissão liberal, interessando-se sobretudo na restauração de monumentos estóricos, e ensinou em diferentes institutos superiores, a História da Arte, o Desenho e as Técnicas de Construção.
Fundador e Presidente desde 1994 da Associação Cultural Liutprand, de Pavia, que edita estudos sobre a história local e as tradições, sem descurar as relações inter-culturais (site internet: https://www.liutprand.it).
Escreve contos e poemas em diferentes línguas e tem participado de concursos literários em italiano, português, espanhol, francês e inglês, ganhando prêmios, com novelas e poemas.


Umas das suas publicações em português:
- RETRATOS DE MULHERES AFRICANAS, 2018.
- ARQUITETURA ESCAVADA NA ROCHA E NO SOLO, 2018.







VENTO DE SANGUE

Vento de areia, vermelha como o sangue,

cegando os olhos e sufocando o alento.

Falta a chuva há três anos, o rio está seco,

a terra voa embora, para a morte.

 

A noite é escura, o céu sem estrelas,

um cheiro acre reina sobre as casas.

Golpes na porta, alguém está batendo.

– Eles estão vindo! – É o grito que perturba.

 

No silêncio o rugido dos motores,

gritos alterados, fora, na escuridão.

Homens armados, com bandeiras negras,

vêm tomar posse de nossas vidas.

 

Vento de areia, no sol nascente

do mato árido e ressecado.

No horizonte o sol de um novo dia

perfura a escuridão que nos rodeia.

 

Alberto Arecchi
VENTO DE SANGUE

Vento de areia, vermelha como o sangue,

cegando os olhos e sufocando o alento.

Falta a chuva há três anos, o rio está seco,

a terra voa embora, para a morte.

 

A noite é escura, o céu sem estrelas,

um cheiro acre reina sobre as casas.

Golpes na porta, alguém está batendo.

– Eles estão vindo! – É o grito que perturba.

 

No silêncio o rugido dos motores,

gritos alterados, fora, na escuridão.

Homens armados, com bandeiras negras,

vêm tomar posse de nossas vidas.

 

Vento de areia, no sol nascente

do mato árido e ressecado.

No horizonte o sol de um novo dia

perfura a escuridão que nos rodeia.