A carteira perdida - Allan Fear
Allan Fear
Eu sou Allan Fear, um escritor de contos, em sua maioria de terror. Desde a adolescência que gostava de escrever e desenhar, confesso que tenho um gosto um tanto excêntrico pelo horror. Vivo tendo idéias horripilantes o tempo todo. Gosto de escrever contos tanto para crianças quanto para adultos.
Eu tenho algumas obras publicadas pela editora Clube de Autores e continuo escrevendo. Recentemente dei vida a meu alter ego inumano, o Sr. Medo, que narra alguns de meus contos para um canal no You Tube.
Eu gosto muito de ler livros de mistério, HQ's, ver filmes e ouvir antigas canções de Heavy metal, mas o que me inspira mesmo a escrever é a boa e velha música clássica.
E-mail: noitesdehalloween@gmail.com
Site: https://noitesdehalloween.wixsite.com/allanfear





A carteira perdida

Era mais um dia de rotina na vida de Gilberto. Ele ia de ônibus de seu bairro até o centro da cidade e de lá tinha que esperar outra condução para o seu trabalho noturno.

Gilberto desceu do primeiro coletivo e subiu uma rua até o ponto do segundo ônibus. Chegou até a marquise do ponto e já ia se sentar quando viu uma carteira caída debaixo do banco de ferro.

Sorrateiro como um felino, Gilberto olhou para os lados, não vendo ninguém por perto, apanhou a carteira e a enfiou na cintura, debaixo da calça Jeans que usava.

Gilberto sabia que ainda faltava uns 5 minutos até seu ônibus chegar, foi quando viu um homem gorducho, já na casa dos 50, usando roupas sociais, tinha bigode grisalho e uma fina linha de cabelo rodeando uma careca que brilhava de suor.

O homem parou perto de Gilberto e olhou todo o perímetro, certamente procurando sua carteira perdida.

-Meu jovem, – começou o homem olhando para Gilberto, com um ar de preocupação. -Por acaso não viu uma carteira de couro preta caída por aqui? Eu a perdi não tem 5 minutos, entrei no ônibus e quando fui me identificar para o cobrador dei pela falta dela, desci e vim correndo pra cá.

-Poxa amigo, quando eu estava chegando vi um rapaz alto, de camisa vermelha e pele morena, sabe, pegar algo que estava caído debaixo do banco. –comentou Gilberto, sabia o quanto era bom com mentiras. – Ele passou por mim não tem nem 2 minutos.

Ele desceu naquela direção, parecia meio preocupado sabe?

-Obrigado meu jovem, fico te devendo essa! – Disse o homem, apressando-se em descer a rua em busca do inexistente rapaz descrito por Gilberto.

Satisfeito Gilberto subiu no coletivo que acabara de chegar ao ponto. Pagou a passagem com seu cartão e sentou-se num dos últimos bancos do ônibus.

O veículo estava com pelo menos 2 dúzias de passageiros. Todos sentados quietos. Gilberto sorria internamente, dada a preocupação do homem e o peso da carteira ela deveria estar recheada.

Percebendo que todos estavam distraídos e que ele era o único passageiro na última fileira de bancos, Gilberto retirou a carteira da cintura para se apossar do dinheiro e em seguida descarta-la pela janela quando ouviu vozes furiosas anunciarem um assalto.

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Allan Fear
A carteira perdida

Era mais um dia de rotina na vida de Gilberto. Ele ia de ônibus de seu bairro até o centro da cidade e de lá tinha que esperar outra condução para o seu trabalho noturno.

Gilberto desceu do primeiro coletivo e subiu uma rua até o ponto do segundo ônibus. Chegou até a marquise do ponto e já ia se sentar quando viu uma carteira caída debaixo do banco de ferro.

Sorrateiro como um felino, Gilberto olhou para os lados, não vendo ninguém por perto, apanhou a carteira e a enfiou na cintura, debaixo da calça Jeans que usava.

Gilberto sabia que ainda faltava uns 5 minutos até seu ônibus chegar, foi quando viu um homem gorducho, já na casa dos 50, usando roupas sociais, tinha bigode grisalho e uma fina linha de cabelo rodeando uma careca que brilhava de suor.

O homem parou perto de Gilberto e olhou todo o perímetro, certamente procurando sua carteira perdida.

-Meu jovem, – começou o homem olhando para Gilberto, com um ar de preocupação. -Por acaso não viu uma carteira de couro preta caída por aqui? Eu a perdi não tem 5 minutos, entrei no ônibus e quando fui me identificar para o cobrador dei pela falta dela, desci e vim correndo pra cá.

-Poxa amigo, quando eu estava chegando vi um rapaz alto, de camisa vermelha e pele morena, sabe, pegar algo que estava caído debaixo do banco. –comentou Gilberto, sabia o quanto era bom com mentiras. – Ele passou por mim não tem nem 2 minutos.

Ele desceu naquela direção, parecia meio preocupado sabe?

-Obrigado meu jovem, fico te devendo essa! – Disse o homem, apressando-se em descer a rua em busca do inexistente rapaz descrito por Gilberto.

Satisfeito Gilberto subiu no coletivo que acabara de chegar ao ponto. Pagou a passagem com seu cartão e sentou-se num dos últimos bancos do ônibus.

O veículo estava com pelo menos 2 dúzias de passageiros. Todos sentados quietos. Gilberto sorria internamente, dada a preocupação do homem e o peso da carteira ela deveria estar recheada.

Percebendo que todos estavam distraídos e que ele era o único passageiro na última fileira de bancos, Gilberto retirou a carteira da cintura para se apossar do dinheiro e em seguida descarta-la pela janela quando ouviu vozes furiosas anunciarem um assalto.

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