A carteira perdida - Allan Fear
Allan Fear
Eu sou Allan Fear, um escritor de contos, em sua maioria de terror. Desde a adolescência que gostava de escrever e desenhar, confesso que tenho um gosto um tanto excêntrico pelo horror. Vivo tendo idéias horripilantes o tempo todo. Gosto de escrever contos tanto para crianças quanto para adultos.
Eu tenho algumas obras publicadas pela editora Clube de Autores e continuo escrevendo. Recentemente dei vida a meu alter ego inumano, o Sr. Medo, que narra alguns de meus contos para um canal no You Tube.
Eu gosto muito de ler livros de mistério, HQ's, ver filmes e ouvir antigas canções de Heavy metal, mas o que me inspira mesmo a escrever é a boa e velha música clássica.
E-mail: noitesdehalloween@gmail.com
Site: https://noitesdehalloween.wixsite.com/allanfear





A carteira perdida

-Fica quietinho mermão ou estouro a bagaça dos seus miolos!- Ameaçou um delinquente, jovem e magricela apontando um revolver na direção de Gilberto, que tinha a carteira na mão. -Vai passando a carteira que tu tem aí morô!

Gilberto com a mão trêmula pelo terror entregou a carteira para o delinquente, mas quando este, visivelmente transtornado por algum entorpecente, levou a mão para se apossar do bem alheio, a deixou cair quando o veículo deu uma sacolejada.

O marginal olhou a carteira se estatelar no assoalho do ônibus, abrindo-se e revelando um distintivo policial.

-Tú é tira maluco! – Gritou o bandido, sem pensar, atirando inúmeras vezes em Gilberto, cujo corpo peneirado de bala caiu imóvel sobre os bancos, com a boca aberta, numa falha tentativa de explicar o mal-entendido.

 

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Allan Fear
A carteira perdida

-Fica quietinho mermão ou estouro a bagaça dos seus miolos!- Ameaçou um delinquente, jovem e magricela apontando um revolver na direção de Gilberto, que tinha a carteira na mão. -Vai passando a carteira que tu tem aí morô!

Gilberto com a mão trêmula pelo terror entregou a carteira para o delinquente, mas quando este, visivelmente transtornado por algum entorpecente, levou a mão para se apossar do bem alheio, a deixou cair quando o veículo deu uma sacolejada.

O marginal olhou a carteira se estatelar no assoalho do ônibus, abrindo-se e revelando um distintivo policial.

-Tú é tira maluco! – Gritou o bandido, sem pensar, atirando inúmeras vezes em Gilberto, cujo corpo peneirado de bala caiu imóvel sobre os bancos, com a boca aberta, numa falha tentativa de explicar o mal-entendido.

 

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