A ereção - Allan Fear
Allan Fear
Eu sou Allan Fear, um escritor de contos, em sua maioria de terror. Desde a adolescência que gostava de escrever e desenhar, confesso que tenho um gosto um tanto excêntrico pelo horror. Vivo tendo idéias horripilantes o tempo todo. Gosto de escrever contos tanto para crianças quanto para adultos.
Eu tenho algumas obras publicadas pela editora Clube de Autores e continuo escrevendo. Recentemente dei vida a meu alter ego inumano, o Sr. Medo, que narra alguns de meus contos para um canal no You Tube.
Eu gosto muito de ler livros de mistério, HQ's, ver filmes e ouvir antigas canções de Heavy metal, mas o que me inspira mesmo a escrever é a boa e velha música clássica.
E-mail: noitesdehalloween@gmail.com
Site: https://noitesdehalloween.wixsite.com/allanfear





A ereção

          Eu havia desejado tanto aquela linda e sensual mulher, ficava totalmente excitado de apenas pensar nela ou me aproximar, e ali, com ela em um luxuoso quarto de hotel, pelados, fitando, tocando e provando aquela vagina toda molhadinha, rosada, pegando fogo, eu simplesmente não conseguia uma maldita duma ereção.

          Jamais em minha vida algo tão vergonhoso, tão constrangedor e terrível havia acontecido comigo.

          Por fim, quase uma semana depois, decidimos voltar para casa, frustradíssimos, pois de fato eu precisava procurar um tratamento com urgência ou corria grande risco de Jussara me deixar, afinal que mulher virgem iria querer ficar casada com um broxa?

          Alguma coisa dentro de mim, me dizia que aquela crença do padre Kevin, da igreja que Jussara frequentava, de abstenção sexual, havia atrofiado o meu pênis, ou simplesmente desligado as sensibilidades ligadas ao tesão e ereção.

          Desiludido, comprei as duas últimas passagens que tinham para aquele dia. Não suportava passar nem mais um minuto naquele paraíso que era Cabo Frio sem ao menos poder ter uma noite de amor com minha esposa, virgem, que havia esperado 25 anos para ter sua primeira vez.

          Como havia comprado as passagens em cima da hora e estávamos no agitado mês de fevereiro, os assentos eram separados. Jussara ficou com a poltrona do primeiro andar, que era leito e eu fiquei na parte de cima daquele luxuoso ônibus de 2 andares.

          Dei um beijo no rosto de minha amada e entramos no ônibus após o motorista conferir as passagens.

          Segui a fila de passageiros, subindo as escadas do veículo e sentei na poltrona ao lado da janela, mais na parte da frente do ônibus. Coloquei os fones de ouvido, deixei algumas velhas canções de rock tocando, deitei o máximo que a poltrona permitia, afivelei o cinto de segurança e comecei a cochilar. Eu sempre durmo em viagens.

 

          Despertei, algum tempo depois, quando as músicas haviam parado de tocar. Ouvi um rosnado ruidoso que pensei ser o barulho do motor do ônibus, mas notei que era a respiração de uma pessoa ao meu lado e então, que saindo daquele estado grogue do sono, senti um par de mãos abaixarem o zíper da minha calça reans.

          Deixei os olhos entreabertos na penumbra e vi que havia uma mulher gorda ao meu lado. Usava o cabelo preto anelado solto e um vestido florido, notei que era bem cheinha.

          Sorrateiramente a mulher ia abaixando meu zíper e desabotoou o botão da calça e foi enfiando gentilmente uma das mãos em minhas partes íntimas.

          Pensei em dar um pulo da poltrona e indagar o que ela estava fazendo ou simplesmente pigarrear e me mexer, mas quando sua mão tocou em meu membro sobre a cueca, senti um arrepio e, pela primeira vez, meu órgão sexual pareceu dar sinal de vida.

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Allan Fear
A ereção

          Eu havia desejado tanto aquela linda e sensual mulher, ficava totalmente excitado de apenas pensar nela ou me aproximar, e ali, com ela em um luxuoso quarto de hotel, pelados, fitando, tocando e provando aquela vagina toda molhadinha, rosada, pegando fogo, eu simplesmente não conseguia uma maldita duma ereção.

          Jamais em minha vida algo tão vergonhoso, tão constrangedor e terrível havia acontecido comigo.

          Por fim, quase uma semana depois, decidimos voltar para casa, frustradíssimos, pois de fato eu precisava procurar um tratamento com urgência ou corria grande risco de Jussara me deixar, afinal que mulher virgem iria querer ficar casada com um broxa?

          Alguma coisa dentro de mim, me dizia que aquela crença do padre Kevin, da igreja que Jussara frequentava, de abstenção sexual, havia atrofiado o meu pênis, ou simplesmente desligado as sensibilidades ligadas ao tesão e ereção.

          Desiludido, comprei as duas últimas passagens que tinham para aquele dia. Não suportava passar nem mais um minuto naquele paraíso que era Cabo Frio sem ao menos poder ter uma noite de amor com minha esposa, virgem, que havia esperado 25 anos para ter sua primeira vez.

          Como havia comprado as passagens em cima da hora e estávamos no agitado mês de fevereiro, os assentos eram separados. Jussara ficou com a poltrona do primeiro andar, que era leito e eu fiquei na parte de cima daquele luxuoso ônibus de 2 andares.

          Dei um beijo no rosto de minha amada e entramos no ônibus após o motorista conferir as passagens.

          Segui a fila de passageiros, subindo as escadas do veículo e sentei na poltrona ao lado da janela, mais na parte da frente do ônibus. Coloquei os fones de ouvido, deixei algumas velhas canções de rock tocando, deitei o máximo que a poltrona permitia, afivelei o cinto de segurança e comecei a cochilar. Eu sempre durmo em viagens.

 

          Despertei, algum tempo depois, quando as músicas haviam parado de tocar. Ouvi um rosnado ruidoso que pensei ser o barulho do motor do ônibus, mas notei que era a respiração de uma pessoa ao meu lado e então, que saindo daquele estado grogue do sono, senti um par de mãos abaixarem o zíper da minha calça reans.

          Deixei os olhos entreabertos na penumbra e vi que havia uma mulher gorda ao meu lado. Usava o cabelo preto anelado solto e um vestido florido, notei que era bem cheinha.

          Sorrateiramente a mulher ia abaixando meu zíper e desabotoou o botão da calça e foi enfiando gentilmente uma das mãos em minhas partes íntimas.

          Pensei em dar um pulo da poltrona e indagar o que ela estava fazendo ou simplesmente pigarrear e me mexer, mas quando sua mão tocou em meu membro sobre a cueca, senti um arrepio e, pela primeira vez, meu órgão sexual pareceu dar sinal de vida.

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