Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Allan Fear
Eu sou Allan Fear, um escritor de contos, em sua maioria de terror. Desde a adolescência que gostava de escrever e desenhar, confesso que tenho um gosto um tanto excêntrico pelo horror. Vivo tendo idéias horripilantes o tempo todo. Gosto de escrever contos tanto para crianças quanto para adultos.
Eu tenho algumas obras publicadas pela editora Clube de Autores e continuo escrevendo. Recentemente dei vida a meu alter ego inumano, o Sr. Medo, que narra alguns de meus contos para um canal no You Tube.
Eu gosto muito de ler livros de mistério, HQ's, ver filmes e ouvir antigas canções de Heavy metal, mas o que me inspira mesmo a escrever é a boa e velha música clássica.
E-mail: noitesdehalloween@gmail.com
Site: https://noitesdehalloween.wixsite.com/allanfear





A ereção

          Quando o pescoço daquela mulher pendeu sem vida do lado do corpo, como o de uma galinha abatida, aterrorizado por aquela situação inusitada, sentindo que estava tendo, finalmente, uma poderosa ereção, retirei aquele corpo flácido de cima de mim, colocando-a no banco ao meu lado e, na penumbra, desafivelei o cinto de segurança, levantei e saí correndo.

          Mas tudo que fiz foi puxar minha esposa pelo braço, ela estava sentada no andar debaixo na poltrona do corredor, e arrastá-la para o banheiro, mostrando que eu havia tido uma ereção.

          Jussara poderia ter estranhado aquela situação repentina, no meio da viagem, mas ela ficou tão surpresa ao ver e sentir minha ereção que não resistiu ou questionou a ideia de ter sua primeira vez, na noite de núpcias, no pequeno banheiro de um ônibus de viagem que balançava de um lado para o outro nas curvas sinuosas daquela rodovia.

          Enquanto transava loucamente com minha amada, apenas uma coisa ainda me assombrava, e não era o fato de ter matado a mulher tarada, mas sim o quanto aquele assassinato me causou excitação ao ponto de quase ter tido um orgasmo.     

 

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Allan Fear
A ereção

          Quando o pescoço daquela mulher pendeu sem vida do lado do corpo, como o de uma galinha abatida, aterrorizado por aquela situação inusitada, sentindo que estava tendo, finalmente, uma poderosa ereção, retirei aquele corpo flácido de cima de mim, colocando-a no banco ao meu lado e, na penumbra, desafivelei o cinto de segurança, levantei e saí correndo.

          Mas tudo que fiz foi puxar minha esposa pelo braço, ela estava sentada no andar debaixo na poltrona do corredor, e arrastá-la para o banheiro, mostrando que eu havia tido uma ereção.

          Jussara poderia ter estranhado aquela situação repentina, no meio da viagem, mas ela ficou tão surpresa ao ver e sentir minha ereção que não resistiu ou questionou a ideia de ter sua primeira vez, na noite de núpcias, no pequeno banheiro de um ônibus de viagem que balançava de um lado para o outro nas curvas sinuosas daquela rodovia.

          Enquanto transava loucamente com minha amada, apenas uma coisa ainda me assombrava, e não era o fato de ter matado a mulher tarada, mas sim o quanto aquele assassinato me causou excitação ao ponto de quase ter tido um orgasmo.     

 

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