BELFEGOR - Allan Fear
Allan Fear
Eu sou Allan Fear, um escritor de contos, em sua maioria de terror. Desde a adolescência que gostava de escrever e desenhar, confesso que tenho um gosto um tanto excêntrico pelo horror. Vivo tendo idéias horripilantes o tempo todo. Gosto de escrever contos tanto para crianças quanto para adultos.
Eu tenho algumas obras publicadas pela editora Clube de Autores e continuo escrevendo. Recentemente dei vida a meu alter ego inumano, o Sr. Medo, que narra alguns de meus contos para um canal no You Tube.
Eu gosto muito de ler livros de mistério, HQ's, ver filmes e ouvir antigas canções de Heavy metal, mas o que me inspira mesmo a escrever é a boa e velha música clássica.
E-mail: noitesdehalloween@gmail.com
Site: https://noitesdehalloween.wixsite.com/allanfear





BELFEGOR

            Jessica se levantou do sofá surrado de vinil e levou o gato no colo para a garagem onde ela havia preparado uma aconchegante cama numa caixa de papelão para o felino. Ela o depositou ali e voltou para dentro de casa fechando a porta.

            Mas novamente, após alguns minutos, o gato irrompeu pelas trevas do aposento e pulou no colo de Jéssica. Ela começou a espirrar e devolveu o felino à sua caminha, certificando-se de fechar todas as janelas da residência.

            Mas novamente a cena se repetia. O felino dava um jeito de adentrar a casa. Mas por onde ele estava entrando?

            Jéssica se certificou de que não havia nem sequer um basculante aberto, foi então que, pela sexta vez, ela pegou Belfegor nos braços e quando ia levá-lo para fora, o felino sibilou e a arranhou.

            -Aiiii! – Jéssica gritou e soltou o animal para em seguida ver os filetes de sangue vermelho-brilhante escorrem por seu braço.

            O pai de Jéssica apareceu segundos depois na cozinha e indagou: -O que diabos está acontecendo aqui filha?

            -O gato está entrando dentro de casa, mas eu fechei tudo, não seu como ele faz isso.  – Disse Jéssica.

            -Eu sabia que esse bicho era uma má ideia. – Rosnou o pai de Jéssica e levou a mão para pegar o felino quando este o arranhou e saiu em disparada casa adentro.

            O pai ergueu a mão e encarou os arranhões que faziam seu sangue fluir avidamente. 

            Com a mão ferida enrolada em papel toalha pai e filha procuraram por toda a casa pelo animal, mas não encontram nem sinal do felino.

            -Mas como diabos esse gato saiu da casa? – Indagou o pai de Jéssica confuso. –Vamos olhar lá fora.

            Quando Jéssica e seu pai foram na garagem, encontraram Belfegor morto, ao que tudo indicava o animal havia tentado subir em uma janela que daria para a cozinha, mas acabou arrastando várias caixas de ferramentas que caíram sobre ele. Enterrado nas costas do felino havia uma broca de furadeira.

 

            Após momentos de angústia e tristeza, Jéssica foi para seu quarto tentar dormir, mas sabia que teria pesadelos com a visão macabra do gato morto. Ela se sentia culpada por não o ter deixado passar a noite dentro de casa, afinal a tempestade o assustara.

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Allan Fear
BELFEGOR

            Jessica se levantou do sofá surrado de vinil e levou o gato no colo para a garagem onde ela havia preparado uma aconchegante cama numa caixa de papelão para o felino. Ela o depositou ali e voltou para dentro de casa fechando a porta.

            Mas novamente, após alguns minutos, o gato irrompeu pelas trevas do aposento e pulou no colo de Jéssica. Ela começou a espirrar e devolveu o felino à sua caminha, certificando-se de fechar todas as janelas da residência.

            Mas novamente a cena se repetia. O felino dava um jeito de adentrar a casa. Mas por onde ele estava entrando?

            Jéssica se certificou de que não havia nem sequer um basculante aberto, foi então que, pela sexta vez, ela pegou Belfegor nos braços e quando ia levá-lo para fora, o felino sibilou e a arranhou.

            -Aiiii! – Jéssica gritou e soltou o animal para em seguida ver os filetes de sangue vermelho-brilhante escorrem por seu braço.

            O pai de Jéssica apareceu segundos depois na cozinha e indagou: -O que diabos está acontecendo aqui filha?

            -O gato está entrando dentro de casa, mas eu fechei tudo, não seu como ele faz isso.  – Disse Jéssica.

            -Eu sabia que esse bicho era uma má ideia. – Rosnou o pai de Jéssica e levou a mão para pegar o felino quando este o arranhou e saiu em disparada casa adentro.

            O pai ergueu a mão e encarou os arranhões que faziam seu sangue fluir avidamente. 

            Com a mão ferida enrolada em papel toalha pai e filha procuraram por toda a casa pelo animal, mas não encontram nem sinal do felino.

            -Mas como diabos esse gato saiu da casa? – Indagou o pai de Jéssica confuso. –Vamos olhar lá fora.

            Quando Jéssica e seu pai foram na garagem, encontraram Belfegor morto, ao que tudo indicava o animal havia tentado subir em uma janela que daria para a cozinha, mas acabou arrastando várias caixas de ferramentas que caíram sobre ele. Enterrado nas costas do felino havia uma broca de furadeira.

 

            Após momentos de angústia e tristeza, Jéssica foi para seu quarto tentar dormir, mas sabia que teria pesadelos com a visão macabra do gato morto. Ela se sentia culpada por não o ter deixado passar a noite dentro de casa, afinal a tempestade o assustara.

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