Vísceras, miolos e muita carniça – Parte 1 - Allan Fear
Allan Fear
Eu sou Allan Fear, um escritor de contos, em sua maioria de terror. Desde a adolescência que gostava de escrever e desenhar, confesso que tenho um gosto um tanto excêntrico pelo horror. Vivo tendo idéias horripilantes o tempo todo. Gosto de escrever contos tanto para crianças quanto para adultos.
Eu tenho algumas obras publicadas pela editora Clube de Autores e continuo escrevendo. Recentemente dei vida a meu alter ego inumano, o Sr. Medo, que narra alguns de meus contos para um canal no You Tube.
Eu gosto muito de ler livros de mistério, HQ's, ver filmes e ouvir antigas canções de Heavy metal, mas o que me inspira mesmo a escrever é a boa e velha música clássica.
E-mail: noitesdehalloween@gmail.com
Site: https://noitesdehalloween.wixsite.com/allanfear





Vísceras, miolos e muita carniça – Parte 1

Eu segurei firme pela traqueia da minha esposa que gritava e agitava os braços e fui cambaleando para trás até alcançar o taco de beisebol que encimava a lareira, o tirei do suporte abaixo da foto de quando eu tinha 13 anos e fui campeão no time do colégio.

            Eu empunhei o taco de beisebol como nos velhos tempos e o desci com toda a força sobre o crânio de Isabelle. A primeira pancada a fez cambalear para trás, eu larguei sua garganta e comecei a sessão de afundamento craniano.

            Eu parecia gostar daquilo, de alguma forma eu me lembrava do inferno que minha vida tinha se transformado por conta daquela mulher.

            Eu fui salpicado não apenas com o sangue de minha esposa, mas também com pedaços de seus miolos quentinhos que pareciam saltar das fendas em seu crânio como macarrão miojo em água fervendo.

            Aquilo era assustador pra porra, era meu primeiro homicídio. Mas a coisa ficou ainda mais aterrador após o cadáver da minha mulher com a cabeça estourada cair no chão e uma vozinha chorosa indagar:

            -Papai, por que o senhor fez isso com a mamãe? – Eu me virei e vi minha filha de apenas 4 aninhos parada à porta de seu quarto. A pobre menina estava pálida de medo, tinha as unhas enterradas no ursinho de pelúcia em suas mãos e lágrimas escorrendo por sua face.

            Eu não sabia o que fazer, fiquei espavorido, o terror estava estampado no rosto de minha filha. Seu queixo tremia. Ela estava paralisada pelo pavor.

            Eu apertei o taco de beisebol em minha mão direita, sabia que não poderia deixar ela passar por esse trauma, isso arruinaria sua vida para sempre.

            “Calma filhinha, papai vai dar um jeito.” Foi isso que eu tentei falar, mas minha voz não saiu. Dei um passo em direção a ela com um único pensamento na cabeça: Uma ou duas tacadas em sua cabecinha e ela poderá dormir em paz. Era isso ou eu poderia tentar explicar pra ela porque eu havia estourado a cabeça de sua mãe.

            Não, nem fodendo minha filhinha entenderia tal merda.

            Eu me aproximei da pobre garotinha paralisada de medo e ergui o taco de beisebol com minhas mãos trêmulas, talvez ela poderia dormir na primeira pancada.

 

Allan Fear
Vísceras, miolos e muita carniça – Parte 1

Eu segurei firme pela traqueia da minha esposa que gritava e agitava os braços e fui cambaleando para trás até alcançar o taco de beisebol que encimava a lareira, o tirei do suporte abaixo da foto de quando eu tinha 13 anos e fui campeão no time do colégio.

            Eu empunhei o taco de beisebol como nos velhos tempos e o desci com toda a força sobre o crânio de Isabelle. A primeira pancada a fez cambalear para trás, eu larguei sua garganta e comecei a sessão de afundamento craniano.

            Eu parecia gostar daquilo, de alguma forma eu me lembrava do inferno que minha vida tinha se transformado por conta daquela mulher.

            Eu fui salpicado não apenas com o sangue de minha esposa, mas também com pedaços de seus miolos quentinhos que pareciam saltar das fendas em seu crânio como macarrão miojo em água fervendo.

            Aquilo era assustador pra porra, era meu primeiro homicídio. Mas a coisa ficou ainda mais aterrador após o cadáver da minha mulher com a cabeça estourada cair no chão e uma vozinha chorosa indagar:

            -Papai, por que o senhor fez isso com a mamãe? – Eu me virei e vi minha filha de apenas 4 aninhos parada à porta de seu quarto. A pobre menina estava pálida de medo, tinha as unhas enterradas no ursinho de pelúcia em suas mãos e lágrimas escorrendo por sua face.

            Eu não sabia o que fazer, fiquei espavorido, o terror estava estampado no rosto de minha filha. Seu queixo tremia. Ela estava paralisada pelo pavor.

            Eu apertei o taco de beisebol em minha mão direita, sabia que não poderia deixar ela passar por esse trauma, isso arruinaria sua vida para sempre.

            “Calma filhinha, papai vai dar um jeito.” Foi isso que eu tentei falar, mas minha voz não saiu. Dei um passo em direção a ela com um único pensamento na cabeça: Uma ou duas tacadas em sua cabecinha e ela poderá dormir em paz. Era isso ou eu poderia tentar explicar pra ela porque eu havia estourado a cabeça de sua mãe.

            Não, nem fodendo minha filhinha entenderia tal merda.

            Eu me aproximei da pobre garotinha paralisada de medo e ergui o taco de beisebol com minhas mãos trêmulas, talvez ela poderia dormir na primeira pancada.