Lilith - Allan Fear
Allan Fear
Eu sou Allan Fear, um escritor de contos, em sua maioria de terror. Desde a adolescência que gostava de escrever e desenhar, confesso que tenho um gosto um tanto excêntrico pelo horror. Vivo tendo idéias horripilantes o tempo todo. Gosto de escrever contos tanto para crianças quanto para adultos.
Eu tenho algumas obras publicadas pela editora Clube de Autores e continuo escrevendo. Recentemente dei vida a meu alter ego inumano, o Sr. Medo, que narra alguns de meus contos para um canal no You Tube.
Eu gosto muito de ler livros de mistério, HQ's, ver filmes e ouvir antigas canções de Heavy metal, mas o que me inspira mesmo a escrever é a boa e velha música clássica.
E-mail: noitesdehalloween@gmail.com
Site: https://noitesdehalloween.wixsite.com/allanfear





Lilith

Era um dia de Outubro escuro, sombrio, silencioso, em que as nuvens pairavam, baixas e opressoras nos céus. Andava eu por um cemitério e, quando as trevas da noite se estendiam, finalmente me encontrei diante da melancólica presença de Lilith.

No presente momento, senti uma sensação de alguma coisa gelada, um abatimento, um aperto intenso no coração. Um sentimento difícil de ser explicado ou, talvez, fosse mais que um sentimento, uma vontade de realizar um desejo que a tanto esteve reprimido em meu coração.

Sem dizer palavra alguma sentei-me ao lado de Lilith, sobre um dos inúmeros túmulos, e então comecei a tentar dizer a ela o que há tanto tempo vinha sentindo.

Eu não mais tinha dúvidas em meu coração. Eram-me óbvios os meus sentimentos.

Eu amava Lilith como jamais amei outra garota. No presente momento, eu não mais conseguia me conter, ardia o desejo de tocá-la, beijá-la e amá-la, como jamais amei outra garota.

Eu queria curar o meu sofrimento e minha solidão com o amor de Lilith.

Enquanto ela me fitava profundamente, um largo sorriso iluminou seu belo e delicado rosto, o que me fez ser invadido por um sentimento ainda mais forte e profundo, que me fizera chegar às lágrimas de tanta emoção.

Que era aquele sentimento senão o amor puro e verdadeiro dos homens? Sentimento este que me fez perder o controle das emoções e, repentinamente, de um momento para outro, eu não mais podia lutar contra as sombrias visões que se amontoavam sobre mim como uma densa e opressora nuvem de trevas.

Então algo terrivelmente forte me fez estremecer em uma confusa e estranha visão da realidade.

Embora eu ainda conseguisse sentir a presença de Lilith, sua silhueta havia desaparecido. A estranha visão que surgira em meu espírito se repetiu cada vez mais, não apenas no externo, mas dentro de minha mente, demonstrando a viva força das sensações que me oprimiam.

Mas o belo rosto daquela jovem mulher, de pele estranhamente clara, uma face expressiva com grossas sobrancelhas negras, porém bem delineadas, sobre olhos de um azul acinzentado que ora pareciam brilhar, ora pareciam faiscar. Ainda, de alguma forma sobrenatural, que me confundia os sentidos, se fazia visível em minha mente como que envolta em uma densa névoa cinzenta.

Ela estava mesmo sorrindo para mim?

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Allan Fear
Lilith

Era um dia de Outubro escuro, sombrio, silencioso, em que as nuvens pairavam, baixas e opressoras nos céus. Andava eu por um cemitério e, quando as trevas da noite se estendiam, finalmente me encontrei diante da melancólica presença de Lilith.

No presente momento, senti uma sensação de alguma coisa gelada, um abatimento, um aperto intenso no coração. Um sentimento difícil de ser explicado ou, talvez, fosse mais que um sentimento, uma vontade de realizar um desejo que a tanto esteve reprimido em meu coração.

Sem dizer palavra alguma sentei-me ao lado de Lilith, sobre um dos inúmeros túmulos, e então comecei a tentar dizer a ela o que há tanto tempo vinha sentindo.

Eu não mais tinha dúvidas em meu coração. Eram-me óbvios os meus sentimentos.

Eu amava Lilith como jamais amei outra garota. No presente momento, eu não mais conseguia me conter, ardia o desejo de tocá-la, beijá-la e amá-la, como jamais amei outra garota.

Eu queria curar o meu sofrimento e minha solidão com o amor de Lilith.

Enquanto ela me fitava profundamente, um largo sorriso iluminou seu belo e delicado rosto, o que me fez ser invadido por um sentimento ainda mais forte e profundo, que me fizera chegar às lágrimas de tanta emoção.

Que era aquele sentimento senão o amor puro e verdadeiro dos homens? Sentimento este que me fez perder o controle das emoções e, repentinamente, de um momento para outro, eu não mais podia lutar contra as sombrias visões que se amontoavam sobre mim como uma densa e opressora nuvem de trevas.

Então algo terrivelmente forte me fez estremecer em uma confusa e estranha visão da realidade.

Embora eu ainda conseguisse sentir a presença de Lilith, sua silhueta havia desaparecido. A estranha visão que surgira em meu espírito se repetiu cada vez mais, não apenas no externo, mas dentro de minha mente, demonstrando a viva força das sensações que me oprimiam.

Mas o belo rosto daquela jovem mulher, de pele estranhamente clara, uma face expressiva com grossas sobrancelhas negras, porém bem delineadas, sobre olhos de um azul acinzentado que ora pareciam brilhar, ora pareciam faiscar. Ainda, de alguma forma sobrenatural, que me confundia os sentidos, se fazia visível em minha mente como que envolta em uma densa névoa cinzenta.

Ela estava mesmo sorrindo para mim?

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