Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Allan Fear
Eu sou Allan Fear, um escritor de contos, em sua maioria de terror. Desde a adolescência que gostava de escrever e desenhar, confesso que tenho um gosto um tanto excêntrico pelo horror. Vivo tendo idéias horripilantes o tempo todo. Gosto de escrever contos tanto para crianças quanto para adultos.
Eu tenho algumas obras publicadas pela editora Clube de Autores e continuo escrevendo. Recentemente dei vida a meu alter ego inumano, o Sr. Medo, que narra alguns de meus contos para um canal no You Tube.
Eu gosto muito de ler livros de mistério, HQ's, ver filmes e ouvir antigas canções de Heavy metal, mas o que me inspira mesmo a escrever é a boa e velha música clássica.
E-mail: noitesdehalloween@gmail.com
Site: https://noitesdehalloween.wixsite.com/allanfear





Lilith

Oh! Com certeza não estava, pois apesar de meus devaneios, eu ainda podia ouvir seus gritos… ou eram os meus? Eu não sei dizer.

Eram lembranças que se amontoavam agora sobre minha mente cansada e oprimida?

Foi tudo tão rápido, eu havia reunido minha coragem, tomado uma decisão que me pareceu tão difícil, e por fim, declarei a Lilith todo o meu amor. O amor que me oprimia, que desbotava as cores à minha volta, eu havia ensaiado tanto aquele momento, havia escolhido a roupa adequada, as rosas que lhe ofereceria, o perfume…

Mas como eu poderia acreditar que ela iria me esnobar de forma tão debochada? Como em nome de Deus eu poderia crer que aquela garota de olhos tão doces e um sorriso tão meigo fosse me humilhar daquele modo?

Nem em meus piores pesadelos eu poderia sonhar com aquilo, o pior que poderia ter acontecido era ela dizer não, não precisava me dizer aquelas coisas horríveis, como se ela fosse um ser divino e eu um monte de lixo sujo.

O passado recente vinha, como visões assombrosas, confundindo meu senso de realidade, como devaneios vívidos de um sonho ruim.

Ah! Como foi duro ver sua cara de repulsa quando Lilith descobriu que era eu o seu admirador secreto, ou quando suas feições tão bonitas se transfiguraram em uma expressão de nojo quando tentei ser gentil e tirei uma mecha de seu lindo cabelo preto que lhe caia sobre a face.

Eu jamais pensaria ouvir tantas palavras de baixo calão saindo daqueles lábios ternos e tão doces. Ela estava arrasada ao descobrir que seu admirador secreto era um cara como eu, uma pessoa comum, sem traços de uma beleza artística, sem a elegância de um galã de cinema, sem uma conta milionária e um carro do ano. Era só eu, um cara normal, que trabalhava e levava a vida de forma pacata e simples.

Ah! Lilith, porque você foi dizer aquelas coisas? Eu fiquei aturdido, sentindo uma raiva inumana tomar minha mente e de repente tudo começou a ficar escuro, como as trevas, e eu perdi o controle. A escuridão que dormia nos abismos de minha mente foi despertada e tudo aconteceu tão rápido, de forma irreal, como em uma espécie de devaneio.

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Allan Fear
Lilith

Oh! Com certeza não estava, pois apesar de meus devaneios, eu ainda podia ouvir seus gritos… ou eram os meus? Eu não sei dizer.

Eram lembranças que se amontoavam agora sobre minha mente cansada e oprimida?

Foi tudo tão rápido, eu havia reunido minha coragem, tomado uma decisão que me pareceu tão difícil, e por fim, declarei a Lilith todo o meu amor. O amor que me oprimia, que desbotava as cores à minha volta, eu havia ensaiado tanto aquele momento, havia escolhido a roupa adequada, as rosas que lhe ofereceria, o perfume…

Mas como eu poderia acreditar que ela iria me esnobar de forma tão debochada? Como em nome de Deus eu poderia crer que aquela garota de olhos tão doces e um sorriso tão meigo fosse me humilhar daquele modo?

Nem em meus piores pesadelos eu poderia sonhar com aquilo, o pior que poderia ter acontecido era ela dizer não, não precisava me dizer aquelas coisas horríveis, como se ela fosse um ser divino e eu um monte de lixo sujo.

O passado recente vinha, como visões assombrosas, confundindo meu senso de realidade, como devaneios vívidos de um sonho ruim.

Ah! Como foi duro ver sua cara de repulsa quando Lilith descobriu que era eu o seu admirador secreto, ou quando suas feições tão bonitas se transfiguraram em uma expressão de nojo quando tentei ser gentil e tirei uma mecha de seu lindo cabelo preto que lhe caia sobre a face.

Eu jamais pensaria ouvir tantas palavras de baixo calão saindo daqueles lábios ternos e tão doces. Ela estava arrasada ao descobrir que seu admirador secreto era um cara como eu, uma pessoa comum, sem traços de uma beleza artística, sem a elegância de um galã de cinema, sem uma conta milionária e um carro do ano. Era só eu, um cara normal, que trabalhava e levava a vida de forma pacata e simples.

Ah! Lilith, porque você foi dizer aquelas coisas? Eu fiquei aturdido, sentindo uma raiva inumana tomar minha mente e de repente tudo começou a ficar escuro, como as trevas, e eu perdi o controle. A escuridão que dormia nos abismos de minha mente foi despertada e tudo aconteceu tão rápido, de forma irreal, como em uma espécie de devaneio.

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