Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Allan Fear
Eu sou Allan Fear, um escritor de contos, em sua maioria de terror. Desde a adolescência que gostava de escrever e desenhar, confesso que tenho um gosto um tanto excêntrico pelo horror. Vivo tendo idéias horripilantes o tempo todo. Gosto de escrever contos tanto para crianças quanto para adultos.
Eu tenho algumas obras publicadas pela editora Clube de Autores e continuo escrevendo. Recentemente dei vida a meu alter ego inumano, o Sr. Medo, que narra alguns de meus contos para um canal no You Tube.
Eu gosto muito de ler livros de mistério, HQ's, ver filmes e ouvir antigas canções de Heavy metal, mas o que me inspira mesmo a escrever é a boa e velha música clássica.
E-mail: noitesdehalloween@gmail.com
Site: https://noitesdehalloween.wixsite.com/allanfear





Lilith

Eu não me recordo os detalhes, as minúcias, pois tudo era um borrão de cores e formas distorcidas, mas de uma coisa eu me lembro. Eu me recordo agora de forma clara, quando minhas mãos agarraram o pescoço de Lilith, apertando-o, apertando-o, apertando-o…

Minha memória ainda me fazia caminhar, solitário, cabisbaixo, por entre os túmulos frios daquele cemitério em noites gélidas.
Mesmo que embora eu saísse para outras atividades, os devaneios vinham e, quando dava por mim, ali estava eu, naquele cemitério, revivendo um passado obscuro de ilusões. Ilusões que julgavam-me um assassino, um demente que matou sua amada, fazendo com que, para todos naquele vilarejo castigado pelo tempo, Lilith houvesse simplesmente desaparecido sem deixar rastros.

Mas minha imaginação conturbada, amedrontada, espavorida pela minha insanidade temporária, trabalhara tanto, que me pareceu haver realmente visto não só uma silhueta, mas sim a própria Lilith, que não mais se encontrava como eu, sobre o túmulo, mas sim sob ele.

 

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Allan Fear
Lilith

Eu não me recordo os detalhes, as minúcias, pois tudo era um borrão de cores e formas distorcidas, mas de uma coisa eu me lembro. Eu me recordo agora de forma clara, quando minhas mãos agarraram o pescoço de Lilith, apertando-o, apertando-o, apertando-o…

Minha memória ainda me fazia caminhar, solitário, cabisbaixo, por entre os túmulos frios daquele cemitério em noites gélidas.
Mesmo que embora eu saísse para outras atividades, os devaneios vinham e, quando dava por mim, ali estava eu, naquele cemitério, revivendo um passado obscuro de ilusões. Ilusões que julgavam-me um assassino, um demente que matou sua amada, fazendo com que, para todos naquele vilarejo castigado pelo tempo, Lilith houvesse simplesmente desaparecido sem deixar rastros.

Mas minha imaginação conturbada, amedrontada, espavorida pela minha insanidade temporária, trabalhara tanto, que me pareceu haver realmente visto não só uma silhueta, mas sim a própria Lilith, que não mais se encontrava como eu, sobre o túmulo, mas sim sob ele.

 

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