Meu funeral - Allan Fear
Allan Fear
Eu sou Allan Fear, um escritor de contos, em sua maioria de terror. Desde a adolescência que gostava de escrever e desenhar, confesso que tenho um gosto um tanto excêntrico pelo horror. Vivo tendo idéias horripilantes o tempo todo. Gosto de escrever contos tanto para crianças quanto para adultos.
Eu tenho algumas obras publicadas pela editora Clube de Autores e continuo escrevendo. Recentemente dei vida a meu alter ego inumano, o Sr. Medo, que narra alguns de meus contos para um canal no You Tube.
Eu gosto muito de ler livros de mistério, HQ's, ver filmes e ouvir antigas canções de Heavy metal, mas o que me inspira mesmo a escrever é a boa e velha música clássica.
E-mail: noitesdehalloween@gmail.com
Site: https://noitesdehalloween.wixsite.com/allanfear





Meu funeral

Era uma noite fria e chuvosa de novembro. O ar estava úmido, as ruas eram silenciosas e as árvores pareciam agradecer a água que as banhavam.

            Em seu pequeno quarto, Amanda Bullder estava sentada em frente ao espelho da penteadeira. Ela fitava seu reflexo melancolicamente. Era uma garota jovem de apenas 23 anos, tinha a pele palidamente clara e o cabelo longo negro, liso e brilhante. Havia sombras em seus olhos azuis. Ela era magra, de estatura mediana e bonita, embora de semblante sério.

            Seu olhar triste refletia a angústia em seu coração. Ela estava tão cansada, não fisicamente, mas emocionalmente. Seus lábios descascados eram quase incolores. Ela usava uma saia e camisa preta com a estampa de uma caveira com chifres.

            Amanda sabia que aquele era o momento perfeito para ela dizer adeus ao mundo. Minutos atrás ela havia se despedido de seus poucos amigos através das redes sociais, deixando mensagens enigmáticas como: “Até uma outra vida”, “Vejo vocês lá embaixo”.

            Ela estava sozinha em casa, morava apenas com o pai, a mãe havia falecido quando ela ainda era um bebê. O pai sempre chegava tarde, pois saía com amigos depois do trabalho.

Amanda se levantou da cadeira e andou até a cama, pegou o estilete no pote sobre a raque do computador e se sentou na cama.

Amanda ficou a sentir a lâmina fria do estilete em seus dedos, como se tentasse adiar o que estava prestes a fazer, mas ela sabia que tinha que ser feito.

Páginas: 1 2 3 4 5

Allan Fear
Meu funeral

Era uma noite fria e chuvosa de novembro. O ar estava úmido, as ruas eram silenciosas e as árvores pareciam agradecer a água que as banhavam.

            Em seu pequeno quarto, Amanda Bullder estava sentada em frente ao espelho da penteadeira. Ela fitava seu reflexo melancolicamente. Era uma garota jovem de apenas 23 anos, tinha a pele palidamente clara e o cabelo longo negro, liso e brilhante. Havia sombras em seus olhos azuis. Ela era magra, de estatura mediana e bonita, embora de semblante sério.

            Seu olhar triste refletia a angústia em seu coração. Ela estava tão cansada, não fisicamente, mas emocionalmente. Seus lábios descascados eram quase incolores. Ela usava uma saia e camisa preta com a estampa de uma caveira com chifres.

            Amanda sabia que aquele era o momento perfeito para ela dizer adeus ao mundo. Minutos atrás ela havia se despedido de seus poucos amigos através das redes sociais, deixando mensagens enigmáticas como: “Até uma outra vida”, “Vejo vocês lá embaixo”.

            Ela estava sozinha em casa, morava apenas com o pai, a mãe havia falecido quando ela ainda era um bebê. O pai sempre chegava tarde, pois saía com amigos depois do trabalho.

Amanda se levantou da cadeira e andou até a cama, pegou o estilete no pote sobre a raque do computador e se sentou na cama.

Amanda ficou a sentir a lâmina fria do estilete em seus dedos, como se tentasse adiar o que estava prestes a fazer, mas ela sabia que tinha que ser feito.

Páginas: 1 2 3 4 5