Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Allan Fear
Eu sou Allan Fear, um escritor de contos, em sua maioria de terror. Desde a adolescência que gostava de escrever e desenhar, confesso que tenho um gosto um tanto excêntrico pelo horror. Vivo tendo idéias horripilantes o tempo todo. Gosto de escrever contos tanto para crianças quanto para adultos.
Eu tenho algumas obras publicadas pela editora Clube de Autores e continuo escrevendo. Recentemente dei vida a meu alter ego inumano, o Sr. Medo, que narra alguns de meus contos para um canal no You Tube.
Eu gosto muito de ler livros de mistério, HQ's, ver filmes e ouvir antigas canções de Heavy metal, mas o que me inspira mesmo a escrever é a boa e velha música clássica.
E-mail: noitesdehalloween@gmail.com
Site: https://noitesdehalloween.wixsite.com/allanfear





O caso do zumbi paulista

Mas, passados uns minutos, eu comecei a vomitar em grandes jatos toda aquela carne. Nada parava em meu estomago. E a fome recomeçava, cada vez pior.

– Mas que porra de zumbi eu sou, caralho? – Berrei furioso, dando um chute na cabeça gorda do doutor que estava sobre o carpete da sala. –Aaaaarrrgggg!!!

Eu estava enlouquecendo, a fome era terrível, era como se fosse uma dor por todo o corpo, uma dor terrível, o estômago rocava, se contraia, eu precisava comer, mas o que? Não era carne humana dos vivos que zumbis comiam nas porras dos filmes?
Desesperado, eu corri para meu quarto e peguei meu 38 carregado, coloquei o cano na cabeça e me preparei, afinal, se zumbis na vida real não comiam carne humana como nos filmes, quem sabe morreria com um tiro no cérebro.
Puxei o gatilho e… BANG!!

– Puta que pariu. Caralho, caralho que dor… – A bala em meu cérebro provocou uma sensação pior que um exame de próstata. Incomodou pra cacete, e mais uma vez não funcionou. Tudo que já havia lido e visto sobre zumbis estava errado.

Mordi as costas da minha mão na esperança de passar a dor no cérebro. Era algo que eu sempre fazia em vida, tentava provocar uma dor para esquecer a outra.

Mas quando dei por mim, estava mastigando um pedaço da minha mão e o sabor era muito agradável, delicioso. A dor na cabeça parou e comecei a ter uma sensação de prazer, estava me saciando, mordi outro pedaço, mais um…

Quando finalmente me senti saciado, já havia comido todo o meu braço, sobrou apenas o toco do ombro. Joguei os ossos do braço no chão e arrotei.

Estava realmente satisfeito, alimentado, e dessa vez não passei mal.

Eu estava me sentindo muito bem, poderia morrer feliz fazendo o que eu mais gostava enquanto vivo ou depois de morto: comer.

 

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Allan Fear
O caso do zumbi paulista

Mas, passados uns minutos, eu comecei a vomitar em grandes jatos toda aquela carne. Nada parava em meu estomago. E a fome recomeçava, cada vez pior.

– Mas que porra de zumbi eu sou, caralho? – Berrei furioso, dando um chute na cabeça gorda do doutor que estava sobre o carpete da sala. –Aaaaarrrgggg!!!

Eu estava enlouquecendo, a fome era terrível, era como se fosse uma dor por todo o corpo, uma dor terrível, o estômago rocava, se contraia, eu precisava comer, mas o que? Não era carne humana dos vivos que zumbis comiam nas porras dos filmes?
Desesperado, eu corri para meu quarto e peguei meu 38 carregado, coloquei o cano na cabeça e me preparei, afinal, se zumbis na vida real não comiam carne humana como nos filmes, quem sabe morreria com um tiro no cérebro.
Puxei o gatilho e… BANG!!

– Puta que pariu. Caralho, caralho que dor… – A bala em meu cérebro provocou uma sensação pior que um exame de próstata. Incomodou pra cacete, e mais uma vez não funcionou. Tudo que já havia lido e visto sobre zumbis estava errado.

Mordi as costas da minha mão na esperança de passar a dor no cérebro. Era algo que eu sempre fazia em vida, tentava provocar uma dor para esquecer a outra.

Mas quando dei por mim, estava mastigando um pedaço da minha mão e o sabor era muito agradável, delicioso. A dor na cabeça parou e comecei a ter uma sensação de prazer, estava me saciando, mordi outro pedaço, mais um…

Quando finalmente me senti saciado, já havia comido todo o meu braço, sobrou apenas o toco do ombro. Joguei os ossos do braço no chão e arrotei.

Estava realmente satisfeito, alimentado, e dessa vez não passei mal.

Eu estava me sentindo muito bem, poderia morrer feliz fazendo o que eu mais gostava enquanto vivo ou depois de morto: comer.

 

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