O maior filho da puta do Brasil - Allan Fear
Allan Fear
Eu sou Allan Fear, um escritor de contos, em sua maioria de terror. Desde a adolescência que gostava de escrever e desenhar, confesso que tenho um gosto um tanto excêntrico pelo horror. Vivo tendo idéias horripilantes o tempo todo. Gosto de escrever contos tanto para crianças quanto para adultos.
Eu tenho algumas obras publicadas pela editora Clube de Autores e continuo escrevendo. Recentemente dei vida a meu alter ego inumano, o Sr. Medo, que narra alguns de meus contos para um canal no You Tube.
Eu gosto muito de ler livros de mistério, HQ's, ver filmes e ouvir antigas canções de Heavy metal, mas o que me inspira mesmo a escrever é a boa e velha música clássica.
E-mail: noitesdehalloween@gmail.com
Site: https://noitesdehalloween.wixsite.com/allanfear





O maior filho da puta do Brasil

        -É esse filho da puta aí moço que te empurrou e tomou sua bengala! – Falou um jovem pau d’água, vestindo roupas esfarrapadas com um porrete na mão – Eu vi quando ele correu pela Rua Gandavo. Podem muer esse bacana na porrada, se ele tentar correr eu não deixo!

        Malungo então se deu conta de que estava cercado de cegos, todos armados com pedaços de pau e reconheceu o senhor que ele havia sacaneado na ida ao supermercado.

        Malungo tentou se levantar, mas as pauladas começaram, eram pelo menos meia dúzia de cegos, provavelmente amigos da vítima que ele derrubara e agora estavam se vingando, ensinando-lhe uma lição ou talvez o linchassem mesmo.

        -Rê, Rê, achou que cegos eram otários mano? – Zombou o menor de rua, feliz por ter ajudado o velho por uns trocados.

        Em casa, na segunda-feira de manhã, Malungo, com algumas escoriações pelo corpo e um galo na cabeça, sorria, enquanto tomava um café fumegante e lia uma notícia no jornal:

        PM PRENDE QUADRILHA DE CEGOS
        QUE ESPANCAVA UM RAPAZ NO CENTRO DO RIO.

        A vítima, que não teve a identidade revelada, disse que após sair do supermercado foi agredido por um menor e cercado por uma quadrilha de seis cegos, armados com porretes, que tentaram roubá-lo, mas como ele não tinha dinheiro decidiram espancá-lo. A Polícia Militar chegou ao local no momento que o espancamento acontecia e impediu um linchamento. A vítima foi hospitalizada e passa bem.

        -Lar doce lar! – falou Malungo, ainda sentindo o maxilar inchado devido as pauladas, deixando seu sorriso sádico um tanto quanto empenado. -Acho que vou no hospital visitar o Vovô, tadinho ele está em coma.

 

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Allan Fear
O maior filho da puta do Brasil

        -É esse filho da puta aí moço que te empurrou e tomou sua bengala! – Falou um jovem pau d’água, vestindo roupas esfarrapadas com um porrete na mão – Eu vi quando ele correu pela Rua Gandavo. Podem muer esse bacana na porrada, se ele tentar correr eu não deixo!

        Malungo então se deu conta de que estava cercado de cegos, todos armados com pedaços de pau e reconheceu o senhor que ele havia sacaneado na ida ao supermercado.

        Malungo tentou se levantar, mas as pauladas começaram, eram pelo menos meia dúzia de cegos, provavelmente amigos da vítima que ele derrubara e agora estavam se vingando, ensinando-lhe uma lição ou talvez o linchassem mesmo.

        -Rê, Rê, achou que cegos eram otários mano? – Zombou o menor de rua, feliz por ter ajudado o velho por uns trocados.

        Em casa, na segunda-feira de manhã, Malungo, com algumas escoriações pelo corpo e um galo na cabeça, sorria, enquanto tomava um café fumegante e lia uma notícia no jornal:

        PM PRENDE QUADRILHA DE CEGOS
        QUE ESPANCAVA UM RAPAZ NO CENTRO DO RIO.

        A vítima, que não teve a identidade revelada, disse que após sair do supermercado foi agredido por um menor e cercado por uma quadrilha de seis cegos, armados com porretes, que tentaram roubá-lo, mas como ele não tinha dinheiro decidiram espancá-lo. A Polícia Militar chegou ao local no momento que o espancamento acontecia e impediu um linchamento. A vítima foi hospitalizada e passa bem.

        -Lar doce lar! – falou Malungo, ainda sentindo o maxilar inchado devido as pauladas, deixando seu sorriso sádico um tanto quanto empenado. -Acho que vou no hospital visitar o Vovô, tadinho ele está em coma.

 

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