Projeto K9 - Parte 4 - Allan Fear
Allan Fear
Eu sou Allan Fear, um escritor de contos, em sua maioria de terror. Desde a adolescência que gostava de escrever e desenhar, confesso que tenho um gosto um tanto excêntrico pelo horror. Vivo tendo idéias horripilantes o tempo todo. Gosto de escrever contos tanto para crianças quanto para adultos.
Eu tenho algumas obras publicadas pela editora Clube de Autores e continuo escrevendo. Recentemente dei vida a meu alter ego inumano, o Sr. Medo, que narra alguns de meus contos para um canal no You Tube.
Eu gosto muito de ler livros de mistério, HQ's, ver filmes e ouvir antigas canções de Heavy metal, mas o que me inspira mesmo a escrever é a boa e velha música clássica.
E-mail: noitesdehalloween@gmail.com
Site: https://noitesdehalloween.wixsite.com/allanfear





Projeto K9 – Parte 4

Pedrosa sabia que aquele celular valeria uma fortuna. Se não fosse pelos dois homens, com certeza teria o surrupiado da pobre mulher ali mesmo no ponto, mas seria arriscado. Valia a pena esperar ela entrar no ônibus e quem sabe tivesse sorte de efetuar o furto pela janela como era de costume.

Entre um cigarro e outro, inquieto, Pedrosa ficou esperando. Mais adiante Lora e Rodrigo o observavam, já haviam entendido o que ele planejava fazer.

Não levou cinco minutos para que um ônibus vermelho aparecesse e a mulher erguer o dedo e em sinal para que parasse.
O ônibus parou no ponto, a mulher embarcou, seguida dos dois homens então o cobrador acionou o elevador do veículo e ajudou o cadeirante a embarcar também.

Pedrosa viu a mulher magra, de cabelos pretos e ralos passar o cartão e rodar a catraca, em seguida se sentou numa cadeira ao lado da janela e retornou a digitar no telefone.

Pedrosa não viu mais nada, como se tudo estivesse borrado, a não ser a mulher com o telefone na mão, ao lado da janela totalmente aberta, esperando por seu bote.

Como um felino, Pedrosa andou sorrateiramente em direção ao ônibus, pronto para dar o seu melhor bote.

Quando ouviu as portas do ônibus se fecharem e o ronco do motor que fez o ônibus começar a andar, Pedrosa deu o bote, pulando na janela e enfiando sua mão no interior do veículo em busca do celular.

Mas para seu espanto, a mulher, que parecia distraída numa conversa, afastou seu corpo, colando-se ao encosto do banco, fazendo a mão de pedrosa passar direto. Quando foi puxar seu braço, frustrado pela astúcia da mulher, Pedrosa sentiu mãos fortes o agarrarem com força.

-Hey!!- gritou Pedrosa surpreso, – Mas que merda é essa?

 

(Continua…)

 

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Allan Fear
Projeto K9 – Parte 4

Pedrosa sabia que aquele celular valeria uma fortuna. Se não fosse pelos dois homens, com certeza teria o surrupiado da pobre mulher ali mesmo no ponto, mas seria arriscado. Valia a pena esperar ela entrar no ônibus e quem sabe tivesse sorte de efetuar o furto pela janela como era de costume.

Entre um cigarro e outro, inquieto, Pedrosa ficou esperando. Mais adiante Lora e Rodrigo o observavam, já haviam entendido o que ele planejava fazer.

Não levou cinco minutos para que um ônibus vermelho aparecesse e a mulher erguer o dedo e em sinal para que parasse.
O ônibus parou no ponto, a mulher embarcou, seguida dos dois homens então o cobrador acionou o elevador do veículo e ajudou o cadeirante a embarcar também.

Pedrosa viu a mulher magra, de cabelos pretos e ralos passar o cartão e rodar a catraca, em seguida se sentou numa cadeira ao lado da janela e retornou a digitar no telefone.

Pedrosa não viu mais nada, como se tudo estivesse borrado, a não ser a mulher com o telefone na mão, ao lado da janela totalmente aberta, esperando por seu bote.

Como um felino, Pedrosa andou sorrateiramente em direção ao ônibus, pronto para dar o seu melhor bote.

Quando ouviu as portas do ônibus se fecharem e o ronco do motor que fez o ônibus começar a andar, Pedrosa deu o bote, pulando na janela e enfiando sua mão no interior do veículo em busca do celular.

Mas para seu espanto, a mulher, que parecia distraída numa conversa, afastou seu corpo, colando-se ao encosto do banco, fazendo a mão de pedrosa passar direto. Quando foi puxar seu braço, frustrado pela astúcia da mulher, Pedrosa sentiu mãos fortes o agarrarem com força.

-Hey!!- gritou Pedrosa surpreso, – Mas que merda é essa?

 

(Continua…)

 

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