Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Allan Fear
Eu sou Allan Fear, um escritor de contos, em sua maioria de terror. Desde a adolescência que gostava de escrever e desenhar, confesso que tenho um gosto um tanto excêntrico pelo horror. Vivo tendo idéias horripilantes o tempo todo. Gosto de escrever contos tanto para crianças quanto para adultos.
Eu tenho algumas obras publicadas pela editora Clube de Autores e continuo escrevendo. Recentemente dei vida a meu alter ego inumano, o Sr. Medo, que narra alguns de meus contos para um canal no You Tube.
Eu gosto muito de ler livros de mistério, HQ's, ver filmes e ouvir antigas canções de Heavy metal, mas o que me inspira mesmo a escrever é a boa e velha música clássica.
E-mail: noitesdehalloween@gmail.com
Site: https://noitesdehalloween.wixsite.com/allanfear





Projeto K9 – Parte 5

(Leia a parte 4 aqui: http://maldohorror.com.br/allan-fear/o-projeto-k9-parte-04/)

 

PARTE 5

O ônibus acelerava, ganhando velocidade, fazendo pedrosa correr para acompanhar o veículo enquanto se debatia, tentando soltar seu braço.

-Me larga seus merdas!- xingou Pedrosa ao conseguir ver dois homens abaixados junto aos bancos, ele os reconheceu, eram os dois que estavam no ponto de ternos pretos. –O que vocês querem seus viados?

Então Pedrosa sentiu uma fincada no braço, exatamente como uma agulhada, em seguida uma pressão, estavam injetando algo em seu braço. Ele berrou a plenos pulmões e rapidamente o soltaram, fazendo ele cambalear no asfalto para em seguida cair sobre o solo duro e quente.

Lora e Rodrigo o acudiram e o ajudaram a sair da rua. Pedrosa havia ralado os cotovelos e o joelho direito na queda.

-Mas que porra foi aquela?- Indagou Lora, estudando o rosto de Pedrosa. –Aqueles caras te agarraram…

-Eles me seguraram e me espetaram com uma agulha- vociferou Pedrosa, estava furioso. Examinava o braço direito, onde no antebraço havia um pequeno furinho de onde escorria uma gota de sangue. –Tá vendo, olha a picada da agulha aqui! Essa merda tá ardendo pra cassete.

Rodrigo estava olhando, incrédulo, sem reação.

-Por que eles fizeram isso?- indagou Rodrigo num fio de voz.

-E eu é que vou saber? Esses filhos da puta do caralho.

-Deve ser alguém que teve o celular roubado e agora tá se vingando.- falou Lora, pensativa. –Mas foi estranho, parece até que estavam armando pra gente.

-Vamos pra outro pedaço,- murmurou Pedrosa andando, procurando seu maço de cigarros nos bolsos da bermuda. –Se eu pegar aqueles filhos da puta vou fazê-los engolir aquela seringa com agulha e tudo.

Pedrosa e seus amigos continuaram a rondar as ruas da cidade a procura de novas vítimas, mas ele não se sentia muito bem, grossas olheiras começavam a se formar sob seus olhos, sua cabeça latejava de dor e seu corpo ardia em febre, estranhos calafrios se espalhavam por sua nuca. Seu braço direito parecia pesado, dormente.

-Cara você não parece nada bem- disse Rodrigo, encarando o amigo. –Vamos pro hospital, pra saber o que tinha naquela seringa e…

-Seu bosta- rosnou Pedrosa pegando Rodrigo pela gola do blusão. –Você acha que os médicos estão se lixando pra moradores de rua? Se eu for lá é bem capaz de chamarem a polícia pra mim e falar que eu tentei roubá-los.

-Aqui nas ruas uns cuidam dos outros- falou Lora passando um braço em torno do ombro de Pedrosa, ajudando-o a caminhar. –Vamos voltar pro nosso lar. Lá você tomas uns comprimidos pra febre baixar e descansa um pouco.

Seguiram em silêncio, Pedrosa estava ofegante, com o suor minando de seu corpo. Os olhos quase fechados, avermelhados, a pele cada vez mais pálida. O local da picada no braço inchando como um furúnculo.

Páginas: 1 2 3 4

Allan Fear
Projeto K9 – Parte 5

(Leia a parte 4 aqui: http://maldohorror.com.br/allan-fear/o-projeto-k9-parte-04/)

 

PARTE 5

O ônibus acelerava, ganhando velocidade, fazendo pedrosa correr para acompanhar o veículo enquanto se debatia, tentando soltar seu braço.

-Me larga seus merdas!- xingou Pedrosa ao conseguir ver dois homens abaixados junto aos bancos, ele os reconheceu, eram os dois que estavam no ponto de ternos pretos. –O que vocês querem seus viados?

Então Pedrosa sentiu uma fincada no braço, exatamente como uma agulhada, em seguida uma pressão, estavam injetando algo em seu braço. Ele berrou a plenos pulmões e rapidamente o soltaram, fazendo ele cambalear no asfalto para em seguida cair sobre o solo duro e quente.

Lora e Rodrigo o acudiram e o ajudaram a sair da rua. Pedrosa havia ralado os cotovelos e o joelho direito na queda.

-Mas que porra foi aquela?- Indagou Lora, estudando o rosto de Pedrosa. –Aqueles caras te agarraram…

-Eles me seguraram e me espetaram com uma agulha- vociferou Pedrosa, estava furioso. Examinava o braço direito, onde no antebraço havia um pequeno furinho de onde escorria uma gota de sangue. –Tá vendo, olha a picada da agulha aqui! Essa merda tá ardendo pra cassete.

Rodrigo estava olhando, incrédulo, sem reação.

-Por que eles fizeram isso?- indagou Rodrigo num fio de voz.

-E eu é que vou saber? Esses filhos da puta do caralho.

-Deve ser alguém que teve o celular roubado e agora tá se vingando.- falou Lora, pensativa. –Mas foi estranho, parece até que estavam armando pra gente.

-Vamos pra outro pedaço,- murmurou Pedrosa andando, procurando seu maço de cigarros nos bolsos da bermuda. –Se eu pegar aqueles filhos da puta vou fazê-los engolir aquela seringa com agulha e tudo.

Pedrosa e seus amigos continuaram a rondar as ruas da cidade a procura de novas vítimas, mas ele não se sentia muito bem, grossas olheiras começavam a se formar sob seus olhos, sua cabeça latejava de dor e seu corpo ardia em febre, estranhos calafrios se espalhavam por sua nuca. Seu braço direito parecia pesado, dormente.

-Cara você não parece nada bem- disse Rodrigo, encarando o amigo. –Vamos pro hospital, pra saber o que tinha naquela seringa e…

-Seu bosta- rosnou Pedrosa pegando Rodrigo pela gola do blusão. –Você acha que os médicos estão se lixando pra moradores de rua? Se eu for lá é bem capaz de chamarem a polícia pra mim e falar que eu tentei roubá-los.

-Aqui nas ruas uns cuidam dos outros- falou Lora passando um braço em torno do ombro de Pedrosa, ajudando-o a caminhar. –Vamos voltar pro nosso lar. Lá você tomas uns comprimidos pra febre baixar e descansa um pouco.

Seguiram em silêncio, Pedrosa estava ofegante, com o suor minando de seu corpo. Os olhos quase fechados, avermelhados, a pele cada vez mais pálida. O local da picada no braço inchando como um furúnculo.

Páginas: 1 2 3 4