Projeto K9 - Parte 5 - Allan Fear
Allan Fear
Eu sou Allan Fear, um escritor de contos, em sua maioria de terror. Desde a adolescência que gostava de escrever e desenhar, confesso que tenho um gosto um tanto excêntrico pelo horror. Vivo tendo idéias horripilantes o tempo todo. Gosto de escrever contos tanto para crianças quanto para adultos.
Eu tenho algumas obras publicadas pela editora Clube de Autores e continuo escrevendo. Recentemente dei vida a meu alter ego inumano, o Sr. Medo, que narra alguns de meus contos para um canal no You Tube.
Eu gosto muito de ler livros de mistério, HQ's, ver filmes e ouvir antigas canções de Heavy metal, mas o que me inspira mesmo a escrever é a boa e velha música clássica.
E-mail: noitesdehalloween@gmail.com
Site: https://noitesdehalloween.wixsite.com/allanfear





Projeto K9 – Parte 5

-Como foi?- indagou uma voz feminina do outro lado da linha após o segundo toque.

-Um sucesso. Exatamente como se dáquando uma barata ingere o veneno e volta para o ninho onde morre e mata todos com ela.

-Muito bom- disse a mulher, expressando excitação. –Então o Projeto K9 é um sucesso. Finalmente criamos um vírus capaz de eliminar essa escoria pela raiz.

-Sim senhora. Pelo que pude ver o individuo infectado se torna agressivo e adquire uma força sobre humana e mata qualquer um à sua volta.

E à medida que o vírus entra no estágio três o individuo infectado morre. Como o contágio se dá pelo contato com o infectado ou pela inalação dos gases que seu corpo libera quando os furúnculos crescem e estouram, a eliminação da espécie se dá de forma bem rápida.

-Maravilhoso!! Você foi ótimo hoje, o plano foi bem simples e rápido, um sucesso total. Eu quero o relatório completo com as fotos amanhã até as 11 horas na minha mesa.

O rapaz deligou a chamada. O carro ia a 70 quilômetros pela avenida deserta. Diminuiu para passar em um sinal vermelho, observando o cruzamento, quando teve de frear bruscamente ao ver uma garota atravessar na frente do carro e cair no meio da rua.

-Você está Bem?- indagou o rapaz saindo do carro e indo verificar a jovem. Quando a viu, percebeu, pela forma maltrapilha como se vestia, que era uma mendiga.

-Perdeu otário- falou uma voz esganiçada em seu ouvido, ele se virou e viu um rapaz alto, vestindo uns trapos, apontar-lhe uma faca no pescoço. –Me dá o Rolex ou te furo seu merda!

-Pode levar- disse o homem entregando o relógio, enquanto olhava nos olhos do ladrão, como fazem os encantadores de serpentes. –É todo seu.

O malandro pegou o relógio e ao ver outro carro se aproximando, saiu em dispara pela rua com sua amiga, até desaparecer numa encruzilhada.

-Acham que metem medo, que são os donos da rua- murmurou o homem votando para seu carro e pisando no acelerador –Mas não passam de baratas prontas para serem eliminadas.

 

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Allan Fear
Projeto K9 – Parte 5

-Como foi?- indagou uma voz feminina do outro lado da linha após o segundo toque.

-Um sucesso. Exatamente como se dáquando uma barata ingere o veneno e volta para o ninho onde morre e mata todos com ela.

-Muito bom- disse a mulher, expressando excitação. –Então o Projeto K9 é um sucesso. Finalmente criamos um vírus capaz de eliminar essa escoria pela raiz.

-Sim senhora. Pelo que pude ver o individuo infectado se torna agressivo e adquire uma força sobre humana e mata qualquer um à sua volta.

E à medida que o vírus entra no estágio três o individuo infectado morre. Como o contágio se dá pelo contato com o infectado ou pela inalação dos gases que seu corpo libera quando os furúnculos crescem e estouram, a eliminação da espécie se dá de forma bem rápida.

-Maravilhoso!! Você foi ótimo hoje, o plano foi bem simples e rápido, um sucesso total. Eu quero o relatório completo com as fotos amanhã até as 11 horas na minha mesa.

O rapaz deligou a chamada. O carro ia a 70 quilômetros pela avenida deserta. Diminuiu para passar em um sinal vermelho, observando o cruzamento, quando teve de frear bruscamente ao ver uma garota atravessar na frente do carro e cair no meio da rua.

-Você está Bem?- indagou o rapaz saindo do carro e indo verificar a jovem. Quando a viu, percebeu, pela forma maltrapilha como se vestia, que era uma mendiga.

-Perdeu otário- falou uma voz esganiçada em seu ouvido, ele se virou e viu um rapaz alto, vestindo uns trapos, apontar-lhe uma faca no pescoço. –Me dá o Rolex ou te furo seu merda!

-Pode levar- disse o homem entregando o relógio, enquanto olhava nos olhos do ladrão, como fazem os encantadores de serpentes. –É todo seu.

O malandro pegou o relógio e ao ver outro carro se aproximando, saiu em dispara pela rua com sua amiga, até desaparecer numa encruzilhada.

-Acham que metem medo, que são os donos da rua- murmurou o homem votando para seu carro e pisando no acelerador –Mas não passam de baratas prontas para serem eliminadas.

 

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