Tão triste - Allan Fear
Allan Fear
Eu sou Allan Fear, um escritor de contos, em sua maioria de terror. Desde a adolescência que gostava de escrever e desenhar, confesso que tenho um gosto um tanto excêntrico pelo horror. Vivo tendo idéias horripilantes o tempo todo. Gosto de escrever contos tanto para crianças quanto para adultos.
Eu tenho algumas obras publicadas pela editora Clube de Autores e continuo escrevendo. Recentemente dei vida a meu alter ego inumano, o Sr. Medo, que narra alguns de meus contos para um canal no You Tube.
Eu gosto muito de ler livros de mistério, HQ's, ver filmes e ouvir antigas canções de Heavy metal, mas o que me inspira mesmo a escrever é a boa e velha música clássica.
E-mail: noitesdehalloween@gmail.com
Site: https://noitesdehalloween.wixsite.com/allanfear





Tão triste

Após a morte de seu filho caçula de 5 anos, Ana Lúcia jurou que iria ao cemitério visitá-lo todos os dias.

Ana Lúcia era uma mulher de 37 anos, magra, de boa aparência e com algumas rugas aparecendo nos cantos dos olhos. Era casada há pouco mais de 10 anos e agora apenas lhe restava uma filha de 12 anos.

A pobre mulher estava arrasada, passava os dias a chorar. Seu filho querido havia saído para uma excursão com a turma da escola para uma bonita cachoeira que ficava nos arredores da cidade. Porém, o pobre rapazinho acabou se afogando, vitimado pela brincadeira maldosa de seus coleguinhas que o empurraram na água.

Fazia duas semanas desde a morte do pequeno Matheus e sua triste e arrasada mãe continuava indo visitar seu túmulo, levando flores, limpando e conversando com ele como se o menino estivesse ali. Dizendo o quanto ela o amava.

Foi então que Ana Lúcia passou a observar uma jovem moça, que aparentava seus 20 anos, magra, loira e muito bonita, que passava horas em frente a uma sepultura recente, chorando e chorando. Uma cena tão triste, Ana Lúcia entendia sua dor.

Quem a jovem moça teria perdido? Um pai? Uma mãe? Quem sabe um irmão ou talvez um filho? Ou grande um amor?

Com o passar dos dias, Ana Lúcia ficou intrigada com aquela jovem moça que ficava ali, ora sentada, ora de pé, em frente a uma sepultura, envolta em prantos e dor.

Foi naquele dia sombrio, silencioso e triste de uma segunda-feira nublada, em que havia chovido horas atrás e o cheiro de terra molhada preenchia as narinas de Ana Lúcia, que ela adentrou o cemitério levando consigo flores, um balde e produtos de limpeza para o túmulo de seu querido filho.

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Allan Fear
Tão triste

Após a morte de seu filho caçula de 5 anos, Ana Lúcia jurou que iria ao cemitério visitá-lo todos os dias.

Ana Lúcia era uma mulher de 37 anos, magra, de boa aparência e com algumas rugas aparecendo nos cantos dos olhos. Era casada há pouco mais de 10 anos e agora apenas lhe restava uma filha de 12 anos.

A pobre mulher estava arrasada, passava os dias a chorar. Seu filho querido havia saído para uma excursão com a turma da escola para uma bonita cachoeira que ficava nos arredores da cidade. Porém, o pobre rapazinho acabou se afogando, vitimado pela brincadeira maldosa de seus coleguinhas que o empurraram na água.

Fazia duas semanas desde a morte do pequeno Matheus e sua triste e arrasada mãe continuava indo visitar seu túmulo, levando flores, limpando e conversando com ele como se o menino estivesse ali. Dizendo o quanto ela o amava.

Foi então que Ana Lúcia passou a observar uma jovem moça, que aparentava seus 20 anos, magra, loira e muito bonita, que passava horas em frente a uma sepultura recente, chorando e chorando. Uma cena tão triste, Ana Lúcia entendia sua dor.

Quem a jovem moça teria perdido? Um pai? Uma mãe? Quem sabe um irmão ou talvez um filho? Ou grande um amor?

Com o passar dos dias, Ana Lúcia ficou intrigada com aquela jovem moça que ficava ali, ora sentada, ora de pé, em frente a uma sepultura, envolta em prantos e dor.

Foi naquele dia sombrio, silencioso e triste de uma segunda-feira nublada, em que havia chovido horas atrás e o cheiro de terra molhada preenchia as narinas de Ana Lúcia, que ela adentrou o cemitério levando consigo flores, um balde e produtos de limpeza para o túmulo de seu querido filho.

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