Um casal que adorava saborear carne humana - Allan Fear
Allan Fear
Eu sou Allan Fear, um escritor de contos, em sua maioria de terror. Desde a adolescência que gostava de escrever e desenhar, confesso que tenho um gosto um tanto excêntrico pelo horror. Vivo tendo idéias horripilantes o tempo todo. Gosto de escrever contos tanto para crianças quanto para adultos.
Eu tenho algumas obras publicadas pela editora Clube de Autores e continuo escrevendo. Recentemente dei vida a meu alter ego inumano, o Sr. Medo, que narra alguns de meus contos para um canal no You Tube.
Eu gosto muito de ler livros de mistério, HQ's, ver filmes e ouvir antigas canções de Heavy metal, mas o que me inspira mesmo a escrever é a boa e velha música clássica.
E-mail: noitesdehalloween@gmail.com
Site: https://noitesdehalloween.wixsite.com/allanfear





Um casal que adorava saborear carne humana

        – Olha velho, isso não pode ser verdade! Você deve é ter pegado no sono ou tem maconha nesse cachimbo, que coisa mais absurda!- Falou dona Marianita, incrédula, estudando a fisionomia de seu esposo, que parecia convencido de tudo que acabara de relatar.

        – É verdade velha, o sangue e os pedaços da garrafa ainda estão lá na esquina. –Firmino apontou com seu dedo enrugado e trêmulo. -Então Nenzinha se acalmou e deixou José comer ela, eu digo com a boca mesmo sabe? E depois de uns minutos eles se levantaram e saíram rua abaixo, meio cambaleando, parecia que haviam se acertado.
Dona Marianita ficou horrorizada ao evidenciar a cena de crime, o sangue coagulado sobre o asfalto salpicado de cacos de vidro, correu rua acima aturdida em busca de sua neta.
        O velho pé na cova dirigiu a cadeira de rodas até a sala e ligou a TV, colocou mais fumo e acendeu seu cachimbo ansioso por mais algumas tragadas.

        – A cidade está em alerta geral, – dizia o apresentador do telejornal urgente, mostrando cenas de violência ao fundo – as pessoas estão se atacando, simplesmente surtaram e se tornaram canibais. Tudo aponta para um terrível apocalipse zumbi.

        – Rê, rê, – sorriu o velho pé na cova, tossindo e sentindo o gosto de sangue na boca cuja dentadura chacoalhava a cada tossida. -os tempos mudaram mesmo, na minha época mal podíamos pegar na mão da moça, hoje em dia, além de andarem praticamente pelados, essa mocidade não se contenta com beijos, tem que comer um pedaço do outo com boas dentadas e ainda engolir. Onde vamos parar? Rê, rê, rê…

 

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Allan Fear
Um casal que adorava saborear carne humana

        – Olha velho, isso não pode ser verdade! Você deve é ter pegado no sono ou tem maconha nesse cachimbo, que coisa mais absurda!- Falou dona Marianita, incrédula, estudando a fisionomia de seu esposo, que parecia convencido de tudo que acabara de relatar.

        – É verdade velha, o sangue e os pedaços da garrafa ainda estão lá na esquina. –Firmino apontou com seu dedo enrugado e trêmulo. -Então Nenzinha se acalmou e deixou José comer ela, eu digo com a boca mesmo sabe? E depois de uns minutos eles se levantaram e saíram rua abaixo, meio cambaleando, parecia que haviam se acertado.
Dona Marianita ficou horrorizada ao evidenciar a cena de crime, o sangue coagulado sobre o asfalto salpicado de cacos de vidro, correu rua acima aturdida em busca de sua neta.
        O velho pé na cova dirigiu a cadeira de rodas até a sala e ligou a TV, colocou mais fumo e acendeu seu cachimbo ansioso por mais algumas tragadas.

        – A cidade está em alerta geral, – dizia o apresentador do telejornal urgente, mostrando cenas de violência ao fundo – as pessoas estão se atacando, simplesmente surtaram e se tornaram canibais. Tudo aponta para um terrível apocalipse zumbi.

        – Rê, rê, – sorriu o velho pé na cova, tossindo e sentindo o gosto de sangue na boca cuja dentadura chacoalhava a cada tossida. -os tempos mudaram mesmo, na minha época mal podíamos pegar na mão da moça, hoje em dia, além de andarem praticamente pelados, essa mocidade não se contenta com beijos, tem que comer um pedaço do outo com boas dentadas e ainda engolir. Onde vamos parar? Rê, rê, rê…

 

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