VÍSCERAS, MIOLOS E MUITA CARNIÇA- PARTE 02 - Allan Fear
Allan Fear
Eu sou Allan Fear, um escritor de contos, em sua maioria de terror. Desde a adolescência que gostava de escrever e desenhar, confesso que tenho um gosto um tanto excêntrico pelo horror. Vivo tendo idéias horripilantes o tempo todo. Gosto de escrever contos tanto para crianças quanto para adultos.
Eu tenho algumas obras publicadas pela editora Clube de Autores e continuo escrevendo. Recentemente dei vida a meu alter ego inumano, o Sr. Medo, que narra alguns de meus contos para um canal no You Tube.
Eu gosto muito de ler livros de mistério, HQ's, ver filmes e ouvir antigas canções de Heavy metal, mas o que me inspira mesmo a escrever é a boa e velha música clássica.
E-mail: noitesdehalloween@gmail.com
Site: https://noitesdehalloween.wixsite.com/allanfear





VÍSCERAS, MIOLOS E MUITA CARNIÇA- PARTE 02

Eu estava pronto para esmagar a cabeça da minha única filha, o amor da minha vida, lágrimas de raiva desciam por minha face. Era preciso, não tinha jeito.

            Mas quando eu ia afundar aquele crânio coberto por cabelo loiro longo e liso, ela me abraçou e disse em sua vozinha trêmula: Te amo papai, não esmague a minha cabeça, eu ainda não sou um deles.

            Diante de tal situação eu larguei o taco de beisebol no chão e peguei minha filha nos braços, abraçando-a enquanto ela soluçava e chorava. Eu pedia-lhe perdão. Eu a amava demais, como pude pensar em assassiná-la?

            Mas para nosso horror eu ouvi um estrondo e vi a porta da sala ser arrombada e dezenas de criaturas horripilantes adentrarem os meus aposentos.

            Minha filhinha gritou apavorada enquanto eu, em pânico, congelado pelo horror, tentava mover minhas pernas paralisadas para escapar daquele horror indizível.

Allan Fear
VÍSCERAS, MIOLOS E MUITA CARNIÇA- PARTE 02

Eu estava pronto para esmagar a cabeça da minha única filha, o amor da minha vida, lágrimas de raiva desciam por minha face. Era preciso, não tinha jeito.

            Mas quando eu ia afundar aquele crânio coberto por cabelo loiro longo e liso, ela me abraçou e disse em sua vozinha trêmula: Te amo papai, não esmague a minha cabeça, eu ainda não sou um deles.

            Diante de tal situação eu larguei o taco de beisebol no chão e peguei minha filha nos braços, abraçando-a enquanto ela soluçava e chorava. Eu pedia-lhe perdão. Eu a amava demais, como pude pensar em assassiná-la?

            Mas para nosso horror eu ouvi um estrondo e vi a porta da sala ser arrombada e dezenas de criaturas horripilantes adentrarem os meus aposentos.

            Minha filhinha gritou apavorada enquanto eu, em pânico, congelado pelo horror, tentava mover minhas pernas paralisadas para escapar daquele horror indizível.