VÍSCERAS, MIOLOS E MUITA CARNIÇA- Parte 03 - Allan Fear
Allan Fear
Eu sou Allan Fear, um escritor de contos, em sua maioria de terror. Desde a adolescência que gostava de escrever e desenhar, confesso que tenho um gosto um tanto excêntrico pelo horror. Vivo tendo idéias horripilantes o tempo todo. Gosto de escrever contos tanto para crianças quanto para adultos.
Eu tenho algumas obras publicadas pela editora Clube de Autores e continuo escrevendo. Recentemente dei vida a meu alter ego inumano, o Sr. Medo, que narra alguns de meus contos para um canal no You Tube.
Eu gosto muito de ler livros de mistério, HQ's, ver filmes e ouvir antigas canções de Heavy metal, mas o que me inspira mesmo a escrever é a boa e velha música clássica.
E-mail: noitesdehalloween@gmail.com
Site: https://noitesdehalloween.wixsite.com/allanfear





VÍSCERAS, MIOLOS E MUITA CARNIÇA- Parte 03

Meu nome é Marcos Grivinu, e nunca pensei em tanta merda duma única vez. Minha vida como empresário era uma bosta, mas merda nenhuma poderia ser pior do que a que me aguardava a partir daquele dia fodido da porra. 

Eram nossos vizinhos que estavam invadindo minha casa, pessoas simpáticas, mas que após aquela epidemia, haviam ficado doentes, com um surto de febre alta e faleceram, apenas para voltar em seguida como zumbis famintos por carne humana. Isso estava acontecendo por todo estado do Rio de Janeiro. 

            Por fim, eu consegui me mover e fugir daquele pequeno bando de mortos-vivos.  Corri com minha filha pelo corredor, sentindo dentes estalando e mãos querendo nos agarrar enquanto Lara gritava nos meus braços, até sair pela porta dos fundos e ganhar a rua abarrotada de corpos mutilados e veículos parados.

            Já fazia uma semana desde que as pessoas haviam ficado doentes e começaram a virar zumbis, espalhando a epidemia mortal pelo mundo.

            Eu estava fora de Macaé, em viagem de negócios quando soube da epidemia e que minha esposa não se sentia muito bem e vim o mais rápido que pude.

            Quando cheguei em casa naquela manhã, Laura, minha esposa, levantou do sofá e tentou me atacar, louca para cravar seus dentes em minha carne, ela havia se transformado em zumbi e foi por isso que eu a matei, embora essa ideia já tinha passado muitas vezes por minha cabeça. Laura era o satanás em forma de mulher. Ela estava literalmente fodendo com minha vida. 

            Adentrei meu Etios e acelerei pela rua, desviando dos carros e passando por cima dos cadáveres.

            Eu não queria que minha filha passasse pela merda de um apocalipse zumbi. Mas agora eu teria de ver até onde poderíamos chegar.

              Peguei uma estrada de terra que poderia nos levar até algumas fazendas onde poderíamos estar à salvo das hordas que provavelmente já estariam infestando as grandes cidades.

            Uma hora depois minha filha dormia no banco do carona mesmo com o sacolejar do veículo na estrada irregular. Mas de repente, ela começou a roncar e me fez sair de meus devaneios assombrosos. Eu me voltei para ela, colocando a mão em seu ombro e indagando se estava tudo bem, foi quando eu vi a marca de um arranhão em seu braço e um filete de sangue coagulado.

            -Lara, acorde, você está bem?

            Ela acordou, abriu os olhos e meu sangue gelou ao fitar aquelas pupilas brancas enquanto sua boca se escancarou num grito faminto e ela me atacou.

Allan Fear
VÍSCERAS, MIOLOS E MUITA CARNIÇA- Parte 03

Meu nome é Marcos Grivinu, e nunca pensei em tanta merda duma única vez. Minha vida como empresário era uma bosta, mas merda nenhuma poderia ser pior do que a que me aguardava a partir daquele dia fodido da porra. 

Eram nossos vizinhos que estavam invadindo minha casa, pessoas simpáticas, mas que após aquela epidemia, haviam ficado doentes, com um surto de febre alta e faleceram, apenas para voltar em seguida como zumbis famintos por carne humana. Isso estava acontecendo por todo estado do Rio de Janeiro. 

            Por fim, eu consegui me mover e fugir daquele pequeno bando de mortos-vivos.  Corri com minha filha pelo corredor, sentindo dentes estalando e mãos querendo nos agarrar enquanto Lara gritava nos meus braços, até sair pela porta dos fundos e ganhar a rua abarrotada de corpos mutilados e veículos parados.

            Já fazia uma semana desde que as pessoas haviam ficado doentes e começaram a virar zumbis, espalhando a epidemia mortal pelo mundo.

            Eu estava fora de Macaé, em viagem de negócios quando soube da epidemia e que minha esposa não se sentia muito bem e vim o mais rápido que pude.

            Quando cheguei em casa naquela manhã, Laura, minha esposa, levantou do sofá e tentou me atacar, louca para cravar seus dentes em minha carne, ela havia se transformado em zumbi e foi por isso que eu a matei, embora essa ideia já tinha passado muitas vezes por minha cabeça. Laura era o satanás em forma de mulher. Ela estava literalmente fodendo com minha vida. 

            Adentrei meu Etios e acelerei pela rua, desviando dos carros e passando por cima dos cadáveres.

            Eu não queria que minha filha passasse pela merda de um apocalipse zumbi. Mas agora eu teria de ver até onde poderíamos chegar.

              Peguei uma estrada de terra que poderia nos levar até algumas fazendas onde poderíamos estar à salvo das hordas que provavelmente já estariam infestando as grandes cidades.

            Uma hora depois minha filha dormia no banco do carona mesmo com o sacolejar do veículo na estrada irregular. Mas de repente, ela começou a roncar e me fez sair de meus devaneios assombrosos. Eu me voltei para ela, colocando a mão em seu ombro e indagando se estava tudo bem, foi quando eu vi a marca de um arranhão em seu braço e um filete de sangue coagulado.

            -Lara, acorde, você está bem?

            Ela acordou, abriu os olhos e meu sangue gelou ao fitar aquelas pupilas brancas enquanto sua boca se escancarou num grito faminto e ela me atacou.