VÍSCERAS, MIOLOS E MUITA CARNIÇA- Parte 06 (Final) - Allan Fear
Allan Fear
Eu sou Allan Fear, um escritor de contos, em sua maioria de terror. Desde a adolescência que gostava de escrever e desenhar, confesso que tenho um gosto um tanto excêntrico pelo horror. Vivo tendo idéias horripilantes o tempo todo. Gosto de escrever contos tanto para crianças quanto para adultos.
Eu tenho algumas obras publicadas pela editora Clube de Autores e continuo escrevendo. Recentemente dei vida a meu alter ego inumano, o Sr. Medo, que narra alguns de meus contos para um canal no You Tube.
Eu gosto muito de ler livros de mistério, HQ's, ver filmes e ouvir antigas canções de Heavy metal, mas o que me inspira mesmo a escrever é a boa e velha música clássica.
E-mail: noitesdehalloween@gmail.com
Site: https://noitesdehalloween.wixsite.com/allanfear





VÍSCERAS, MIOLOS E MUITA CARNIÇA- Parte 06 (Final)

Eu fui um covarde, não tive coragem de tirar minha vida e segui naquela rotina miserável, ora caçando animais, ora indo até a cidade saquear estabelecimentos. Mantive minha filha no cativeiro enquanto a alimentava e a limpava. Por vezes enquanto trocava sua fralda eu vomitava diante da carniça que exalava daquele pobre zumbi, sempre cheia de fome. Dia após dia os traços da minha pobre Lara iam desaparecendo.

Em uma das minhas viagens a cavalo em busca de suprimentos, eu tive problemas com os malditos mortos-vivos fedorentos, era uma grande horda que se aglomerou na rua e tive que me esconder por horas na sobreloja de uma mercearia.

            Quando por fim pude sair do meu esconderijo, me esgueirando pelos fundos do estabelecimento, me dei conta de que já estava anoitecendo.  Eu precisava sair das ruas e chegar até o meu cavalo que havia deixado escondido entre as árvores no alto de um morro.

            Andava eu na surdina pela rua quando vi um casal lutando contra um zumbi cujos dentes estavam cravados na bota da mulher. Eu não pensei duas vezes e decidi ajuda-los, afinal fazia tempo que eu não encontrava mais ninguém vivo.

            Ágil como uma pantera eu ataquei o zumbi com um fatal golpe de facão divisor de crânios, em seguida estendi a mão para a jovem e exibi um sorriso amigável.

            -Olá, meu nome é Marcos Grivinu, é bom encontrar pessoas vivas, eu pensei que eu fosse o único? – Falei.

            -AAARRRRGGHHH! – O grito escapou de minha garganta quando fui atingido por trás na cabeça. Caí no chão meio zonzo, o facão voou da minha mão, e foi então que eu e vi meu agressor: um velho de barba grisalha com um porrete na mão.

            Eu tentei dizer que eu estava ali para ajudar, que tinha matado o morto-vivo, mas não tive tempo, e foi com horror que vi a jovem mulher meter uma faca na minha perna e seu companheiro vir pra cima de mim.

            -Vamos matar esse filho da puta rápido antes que mais errantes apareçam. – Falou o velho erguendo o porrete para desferir mais uma cacetada. -Ele tem uma mochila que deve estar cheia de provisões.

            O sangue jorrava da minha perna, a dor era lancinante e minha cabeça girava, a pancada me deixou tonto, aqueles três ingratos iriam me matar.

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Allan Fear
VÍSCERAS, MIOLOS E MUITA CARNIÇA- Parte 06 (Final)

Eu fui um covarde, não tive coragem de tirar minha vida e segui naquela rotina miserável, ora caçando animais, ora indo até a cidade saquear estabelecimentos. Mantive minha filha no cativeiro enquanto a alimentava e a limpava. Por vezes enquanto trocava sua fralda eu vomitava diante da carniça que exalava daquele pobre zumbi, sempre cheia de fome. Dia após dia os traços da minha pobre Lara iam desaparecendo.

Em uma das minhas viagens a cavalo em busca de suprimentos, eu tive problemas com os malditos mortos-vivos fedorentos, era uma grande horda que se aglomerou na rua e tive que me esconder por horas na sobreloja de uma mercearia.

            Quando por fim pude sair do meu esconderijo, me esgueirando pelos fundos do estabelecimento, me dei conta de que já estava anoitecendo.  Eu precisava sair das ruas e chegar até o meu cavalo que havia deixado escondido entre as árvores no alto de um morro.

            Andava eu na surdina pela rua quando vi um casal lutando contra um zumbi cujos dentes estavam cravados na bota da mulher. Eu não pensei duas vezes e decidi ajuda-los, afinal fazia tempo que eu não encontrava mais ninguém vivo.

            Ágil como uma pantera eu ataquei o zumbi com um fatal golpe de facão divisor de crânios, em seguida estendi a mão para a jovem e exibi um sorriso amigável.

            -Olá, meu nome é Marcos Grivinu, é bom encontrar pessoas vivas, eu pensei que eu fosse o único? – Falei.

            -AAARRRRGGHHH! – O grito escapou de minha garganta quando fui atingido por trás na cabeça. Caí no chão meio zonzo, o facão voou da minha mão, e foi então que eu e vi meu agressor: um velho de barba grisalha com um porrete na mão.

            Eu tentei dizer que eu estava ali para ajudar, que tinha matado o morto-vivo, mas não tive tempo, e foi com horror que vi a jovem mulher meter uma faca na minha perna e seu companheiro vir pra cima de mim.

            -Vamos matar esse filho da puta rápido antes que mais errantes apareçam. – Falou o velho erguendo o porrete para desferir mais uma cacetada. -Ele tem uma mochila que deve estar cheia de provisões.

            O sangue jorrava da minha perna, a dor era lancinante e minha cabeça girava, a pancada me deixou tonto, aqueles três ingratos iriam me matar.

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