A última cinza - Ana Oliveira
Ana Oliveira
A escritora que nasceu em Erechim/RS, viveu a maior parte de sua vida em Chapecó, cidade que considera como sua terra natal do coração, teve seu primeiro livro Coração Desordenado premiado no Edital das Linguagens 2015 na categoria Livro, Leitura e Literatura. Estudante do curso de Letras - Espanhol da Universidade Federal da Fronteira Sul – Campus Chapecó. Possui um blog de poesia desde 2010, http://annapoulain.blogspot.com.br/, também se dedica a outros gêneros literários como conto, ensaio e prosa poética. Fundadora e integrante do Grupo Poético Versejar que recentemente apresentou-se no projeto Baluarte. Pesquisadora na área da literatura. Dedicada à poesia brasileira e hispânica.





A última cinza

Você salivou tanto
Que teus ouvidos entupiram de egoísmo
A tua insistência foi tamanha
Que não houve resistência
Contra a força do laço, nem do abraço

Tanto fez que feriu a espera úmida
Da lágrima que virou gosto e cor de sangue
Agora pousa uma pedra de asas negras
Em cima do coração que agoniza

Sobre minha sina torta e morta
Revoa a tua vida mais que perfeita
Assim, o esquecer suplica à lembrança
Secar as promessas não cumpridas

Tento matar a golpes precisos
O tempo que foi perdido
Acabou o sol
Acabou o cigarro
Acabou no crematório

No final, tudo acaba em cinza.

Ana Oliveira
A última cinza

Você salivou tanto
Que teus ouvidos entupiram de egoísmo
A tua insistência foi tamanha
Que não houve resistência
Contra a força do laço, nem do abraço

Tanto fez que feriu a espera úmida
Da lágrima que virou gosto e cor de sangue
Agora pousa uma pedra de asas negras
Em cima do coração que agoniza

Sobre minha sina torta e morta
Revoa a tua vida mais que perfeita
Assim, o esquecer suplica à lembrança
Secar as promessas não cumpridas

Tento matar a golpes precisos
O tempo que foi perdido
Acabou o sol
Acabou o cigarro
Acabou no crematório

No final, tudo acaba em cinza.