Para os bons dias mortos - Ana Oliveira
Ana Oliveira
A escritora que nasceu em Erechim/RS, viveu a maior parte de sua vida em Chapecó, cidade que considera como sua terra natal do coração, teve seu primeiro livro Coração Desordenado premiado no Edital das Linguagens 2015 na categoria Livro, Leitura e Literatura. Estudante do curso de Letras - Espanhol da Universidade Federal da Fronteira Sul – Campus Chapecó. Possui um blog de poesia desde 2010, http://annapoulain.blogspot.com.br/, também se dedica a outros gêneros literários como conto, ensaio e prosa poética. Fundadora e integrante do Grupo Poético Versejar que recentemente apresentou-se no projeto Baluarte. Pesquisadora na área da literatura. Dedicada à poesia brasileira e hispânica.





Para os bons dias mortos

Nosso bom dia que morreu
ao cair da tarde
levou também os cafés
e os ovos mexidos
levou a cara amassada
das noites que partiram
sem aviso prévio
levou o abraço da manhã
que não se sabia última
e por isso não tivera
um jeito de adeus
levou também os medos
mas trouxe as angústias
que são medos tristes
levou a canção das terças
sobre ficar bem pra cuidar mais
e o almoço dos domingos
atrasado mas cheio de risos
o bom dia que era nosso
agora vive no vazio das horas
que levaram os sonhos
as madrugadas e a paz
de estar em par.

Ana Oliveira
Para os bons dias mortos

Nosso bom dia que morreu
ao cair da tarde
levou também os cafés
e os ovos mexidos
levou a cara amassada
das noites que partiram
sem aviso prévio
levou o abraço da manhã
que não se sabia última
e por isso não tivera
um jeito de adeus
levou também os medos
mas trouxe as angústias
que são medos tristes
levou a canção das terças
sobre ficar bem pra cuidar mais
e o almoço dos domingos
atrasado mas cheio de risos
o bom dia que era nosso
agora vive no vazio das horas
que levaram os sonhos
as madrugadas e a paz
de estar em par.