Trinta e cinco - Ana Oliveira
Ana Oliveira
A escritora que nasceu em Erechim/RS, viveu a maior parte de sua vida em Chapecó, cidade que considera como sua terra natal do coração, teve seu primeiro livro Coração Desordenado premiado no Edital das Linguagens 2015 na categoria Livro, Leitura e Literatura. Estudante do curso de Letras - Espanhol da Universidade Federal da Fronteira Sul – Campus Chapecó. Possui um blog de poesia desde 2010, http://annapoulain.blogspot.com.br/, também se dedica a outros gêneros literários como conto, ensaio e prosa poética. Fundadora e integrante do Grupo Poético Versejar que recentemente apresentou-se no projeto Baluarte. Pesquisadora na área da literatura. Dedicada à poesia brasileira e hispânica.





Trinta e cinco

Não te ver
É mais que morrer
É jogar milho numa praça sem pombos
É o coração aos tombos
Esperando envelhecer

Não te ver
É dor de ferro em brasa
É o corte da asa
De um pássaro desenganado
É carne dilacerada

Não te ver
É menos que viver
É engolir o choro do samba
Num carnaval feito de quarta
É o cortejo do enterro

Pra que a colombina parta.

Ana Oliveira
Trinta e cinco

Não te ver
É mais que morrer
É jogar milho numa praça sem pombos
É o coração aos tombos
Esperando envelhecer

Não te ver
É dor de ferro em brasa
É o corte da asa
De um pássaro desenganado
É carne dilacerada

Não te ver
É menos que viver
É engolir o choro do samba
Num carnaval feito de quarta
É o cortejo do enterro

Pra que a colombina parta.