O Circo Rasga Garganta – 5° Ato: O Diabo - Bruno Costa
Bruno Costa
Faz parte de um grupo de RPG chamado Erro Crítico. Foi onde interpretou, durante três anos, um vampiro cafetão do século XIV. Antes de completar 19 anos, Bruno trepou com a Loucura. Depois, traiu sua amante com dois comprimidos.
Às 10:00 horas: Antietanol.
Às 22:00 horas: Carbamazepina. (Nunca entendeu esse aqui)
Foi outro relacionamento que terminou rápido. Ele desprezou a receita ilegível. Mas não reatou com a sua companheira de bebida. Só com o álcool e a solidão. E de vez em quando, a Loucura ainda quer uma rapidinha no escuro.
Ex-Louco cheio de cicatrizes de catapora no rosto. Escreve com violência. Ler até passar mal. Cospe tanta fumaça quanto um incêndio criminoso. Filho do velho Mundo das Trevas. Odeia seres humanos castrados. Ri da própria desgraça. Sonha com a extinção em massa. E tem amor pelas putas assumidas.
Com uma mistura de frescura e brutalidade, ele sentou-se com Álvares de Azevedo numa Noite na Taverna, o Poeta bebeu sangue de virgem, enquanto Bruno bebia o mijo do Diabo. Claro que passou mal!
Nunca mais parou de vomitar.
O resultado foi uma sopa de letrinhas que formam palavrões. No estilo: vai tomar no cu, filho da puta! Que mijo horrível! Coloca mais, aí!
E-mail: bruno.grazoonp@gmail.com
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Facebook: https://www.facebook.com/bruno.grazoon






O Circo Rasga Garganta – 5° Ato: O Diabo

— Seu xampu é bom, hein?

— Me larga! Eu não faço parte disso!

Amarro um laço em volta do pescoço dela. Puxo o nó e certifico-me que está firme. Agora, sustento-a pela corda. O povo mantem as cabeças erguidas para o alto, assistindo tudo. Como sou cavalheiro, fiz o que ela me pediu, a soltei no ar. E lá vai ela em direção ao centro da arena. Que mergulho!

— Essa é a minha apresentação! O Mergulho da Areia Movediça!

A corda é esticada do alto da lona até a garganta de terra que engole os corajosos. Volto até a plateia e agarro outro indivíduo.

— E você? Diga… De qual apresentação gostou mais?

— Eu… Eu…

— Se não falar logo, Vou foder cada pedaço da sua alma!

— Tira-Vísceras, o palhaço!

— Então você gosta de maltratar crianças?

— Não! Não! Achei ele engraçado, só isso!

— Sei… Uma virtude que admiro muito, é o bom humor diante das dificuldades.

Puxo o desgraçado pelo pescoço, levito com ele até o alto. A corda faz movimentos circulares, arrastada pela areia. Ele grita, implora e desperdiça saliva. Enfio uma mão dentro do homem. É tão quente, pegajoso e molhado. Meu pau endurece de novo.

Eu o solto.

— O que acha de um bungee jump, com suas tripas, seu puto! Rir agora!

Ele caí rápido. O seu intestino, preso na minha mão, desemaranha na queda como um fone de ouvido esticado. Enrolo a víscera do risonho junto com a corda. O giro da areia, puxa a corda e a tripa, formando uma linda trança no centro, do alto até em baixo.

O cadeirão de lama arrasta a primeira fileira de baixo, na arquibancada. Os ocupantes tentam subir mais. Somente para serem chutados e jogados pelos convidados da segunda fileira acima. Alguns caem na terra volúvel, choram e pedem clemência. Giram como merda em uma descarga de privada. Mãos estendidas pro alto, nenhuma ajuda chega para lhes socorrerem.

— Senhoras e senhores! Como um gesto de gratidão, O circo distribui lembrancinhas pela participação. — Giro em torno de mim mesmo, com os braços abertos. — Agora, escravos!

Os homens Sem-Face que circulam como vendedores, passam os canivetes nas gargantas dos privilegiados e puxam as línguas através de cada ferimento.

— Essa é a Gravata Rasga Garganta! Ensinei esse truque para gangues de colombianos!

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Bruno Costa
O Circo Rasga Garganta – 5° Ato: O Diabo

— Seu xampu é bom, hein?

— Me larga! Eu não faço parte disso!

Amarro um laço em volta do pescoço dela. Puxo o nó e certifico-me que está firme. Agora, sustento-a pela corda. O povo mantem as cabeças erguidas para o alto, assistindo tudo. Como sou cavalheiro, fiz o que ela me pediu, a soltei no ar. E lá vai ela em direção ao centro da arena. Que mergulho!

— Essa é a minha apresentação! O Mergulho da Areia Movediça!

A corda é esticada do alto da lona até a garganta de terra que engole os corajosos. Volto até a plateia e agarro outro indivíduo.

— E você? Diga… De qual apresentação gostou mais?

— Eu… Eu…

— Se não falar logo, Vou foder cada pedaço da sua alma!

— Tira-Vísceras, o palhaço!

— Então você gosta de maltratar crianças?

— Não! Não! Achei ele engraçado, só isso!

— Sei… Uma virtude que admiro muito, é o bom humor diante das dificuldades.

Puxo o desgraçado pelo pescoço, levito com ele até o alto. A corda faz movimentos circulares, arrastada pela areia. Ele grita, implora e desperdiça saliva. Enfio uma mão dentro do homem. É tão quente, pegajoso e molhado. Meu pau endurece de novo.

Eu o solto.

— O que acha de um bungee jump, com suas tripas, seu puto! Rir agora!

Ele caí rápido. O seu intestino, preso na minha mão, desemaranha na queda como um fone de ouvido esticado. Enrolo a víscera do risonho junto com a corda. O giro da areia, puxa a corda e a tripa, formando uma linda trança no centro, do alto até em baixo.

O cadeirão de lama arrasta a primeira fileira de baixo, na arquibancada. Os ocupantes tentam subir mais. Somente para serem chutados e jogados pelos convidados da segunda fileira acima. Alguns caem na terra volúvel, choram e pedem clemência. Giram como merda em uma descarga de privada. Mãos estendidas pro alto, nenhuma ajuda chega para lhes socorrerem.

— Senhoras e senhores! Como um gesto de gratidão, O circo distribui lembrancinhas pela participação. — Giro em torno de mim mesmo, com os braços abertos. — Agora, escravos!

Os homens Sem-Face que circulam como vendedores, passam os canivetes nas gargantas dos privilegiados e puxam as línguas através de cada ferimento.

— Essa é a Gravata Rasga Garganta! Ensinei esse truque para gangues de colombianos!

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