Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Bruno Costa
Faz parte de um grupo de RPG chamado Erro Crítico. Foi onde interpretou, durante três anos, um vampiro cafetão do século XIV. Antes de completar 19 anos, Bruno trepou com a Loucura. Depois, traiu sua amante com dois comprimidos.
Às 10:00 horas: Antietanol.
Às 22:00 horas: Carbamazepina. (Nunca entendeu esse aqui)
Foi outro relacionamento que terminou rápido. Ele desprezou a receita ilegível. Mas não reatou com a sua companheira de bebida. Só com o álcool e a solidão. E de vez em quando, a Loucura ainda quer uma rapidinha no escuro.
Ex-Louco cheio de cicatrizes de catapora no rosto. Escreve com violência. Ler até passar mal. Cospe tanta fumaça quanto um incêndio criminoso. Filho do velho Mundo das Trevas. Odeia seres humanos castrados. Ri da própria desgraça. Sonha com a extinção em massa. E tem amor pelas putas assumidas.
Com uma mistura de frescura e brutalidade, ele sentou-se com Álvares de Azevedo numa Noite na Taverna, o Poeta bebeu sangue de virgem, enquanto Bruno bebia o mijo do Diabo. Claro que passou mal!
Nunca mais parou de vomitar.
O resultado foi uma sopa de letrinhas que formam palavrões. No estilo: vai tomar no cu, filho da puta! Que mijo horrível! Coloca mais, aí!
E-mail: bruno.grazoonp@gmail.com
Wattpad: @Grazoon
Facebook: https://www.facebook.com/bruno.grazoon






O velório

É estranho e engraçado o que acontece em um velório, todo mundo se vesti de preto, quando chove, tem sempre alguém para dizer que Deus também está chorando, todo mundo pensa na própria morte e se questiona para onde vai quando chegar a hora daquele monstro com foice aparecer. Além disso tudo, aparece alguns parentes que você nem sabia que existia, e claro, todo mundo fala o quanto o morto tinha um bom coração e um ótimo caráter.

Mas nem sempre é assim, é?

O velório de Jonathan Mauricio.

Aconteceu em um terça-feira, fazia 34 graus, uma calor que mais parecia que o inferno tinha vindo buscar Jonathan, antes mesmo, dele chegar lá. Ninguém se atreveu a vestir preto, exceto os óculos escuros que a maioria das pessoas ali, usavam.

Jonathan era um homem de muitos inimigos, e como bons inimigos que ele deixou, todos estavam lá. Ansiosos para cuspirem no caixão. A sua esposa estava bastante feliz, a indenização que o governo iria pagar era um consolo pro resto da vida. Ele não teve filhos. Mas ele maltratava um cachorro que ele criou com muito carinho. O Bolinha foi sacrificado, assim que o dono morreu.

O cemitério onde ele estava sendo enterrando era bastante bonito, tão bonito que muitos ali pensaram em morrer logo. As lápides eram obras de arte, com textos que poderiam ser considerados poesias. Haviam árvores nuas, e as poucas folhas que tinham, já estavam amareladas e prestes a cair, somente para se juntarem ao resto das folhas podres do chão. O padre aparentava ser um homem de imensa sabedoria espiritual, ele rezou o Pai Nosso e Ave Maria cinco vezes.

Depois disso, o reverendo citou:

“O salário do pecado é a morte. Deus é justo. Deus tarda, mas não falha.”

Ou seja, atrasaram o pagamento de Jonathan.

Depois do falatório chato do padre, todo mundo fez uma fila para se despedirem do morto.

— Vai tarde, seu filho da puta! — Falou um dos seus inimigos após cuspir em cima do caixão.

— Eu vou ficar com a sua esposa, nunca mais você vai bater nela. Seu merda! — falou o cara que transava com a mulher de Jonathan, quando o ultimo ia trabalhar. Ele também cuspiu no caixão.

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Bruno Costa
O velório

É estranho e engraçado o que acontece em um velório, todo mundo se vesti de preto, quando chove, tem sempre alguém para dizer que Deus também está chorando, todo mundo pensa na própria morte e se questiona para onde vai quando chegar a hora daquele monstro com foice aparecer. Além disso tudo, aparece alguns parentes que você nem sabia que existia, e claro, todo mundo fala o quanto o morto tinha um bom coração e um ótimo caráter.

Mas nem sempre é assim, é?

O velório de Jonathan Mauricio.

Aconteceu em um terça-feira, fazia 34 graus, uma calor que mais parecia que o inferno tinha vindo buscar Jonathan, antes mesmo, dele chegar lá. Ninguém se atreveu a vestir preto, exceto os óculos escuros que a maioria das pessoas ali, usavam.

Jonathan era um homem de muitos inimigos, e como bons inimigos que ele deixou, todos estavam lá. Ansiosos para cuspirem no caixão. A sua esposa estava bastante feliz, a indenização que o governo iria pagar era um consolo pro resto da vida. Ele não teve filhos. Mas ele maltratava um cachorro que ele criou com muito carinho. O Bolinha foi sacrificado, assim que o dono morreu.

O cemitério onde ele estava sendo enterrando era bastante bonito, tão bonito que muitos ali pensaram em morrer logo. As lápides eram obras de arte, com textos que poderiam ser considerados poesias. Haviam árvores nuas, e as poucas folhas que tinham, já estavam amareladas e prestes a cair, somente para se juntarem ao resto das folhas podres do chão. O padre aparentava ser um homem de imensa sabedoria espiritual, ele rezou o Pai Nosso e Ave Maria cinco vezes.

Depois disso, o reverendo citou:

“O salário do pecado é a morte. Deus é justo. Deus tarda, mas não falha.”

Ou seja, atrasaram o pagamento de Jonathan.

Depois do falatório chato do padre, todo mundo fez uma fila para se despedirem do morto.

— Vai tarde, seu filho da puta! — Falou um dos seus inimigos após cuspir em cima do caixão.

— Eu vou ficar com a sua esposa, nunca mais você vai bater nela. Seu merda! — falou o cara que transava com a mulher de Jonathan, quando o ultimo ia trabalhar. Ele também cuspiu no caixão.

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