Uma morte, Um presente e Mais Uma Viagem - Bruno Costa
Bruno Costa
Faz parte de um grupo de RPG chamado Erro Crítico. Foi onde interpretou, durante três anos, um vampiro cafetão do século XIV. Antes de completar 19 anos, Bruno trepou com a Loucura. Depois, traiu sua amante com dois comprimidos.
Às 10:00 horas: Antietanol.
Às 22:00 horas: Carbamazepina. (Nunca entendeu esse aqui)
Foi outro relacionamento que terminou rápido. Ele desprezou a receita ilegível. Mas não reatou com a sua companheira de bebida. Só com o álcool e a solidão. E de vez em quando, a Loucura ainda quer uma rapidinha no escuro.
Ex-Louco cheio de cicatrizes de catapora no rosto. Escreve com violência. Ler até passar mal. Cospe tanta fumaça quanto um incêndio criminoso. Filho do velho Mundo das Trevas. Odeia seres humanos castrados. Ri da própria desgraça. Sonha com a extinção em massa. E tem amor pelas putas assumidas.
Com uma mistura de frescura e brutalidade, ele sentou-se com Álvares de Azevedo numa Noite na Taverna, o Poeta bebeu sangue de virgem, enquanto Bruno bebia o mijo do Diabo. Claro que passou mal!
Nunca mais parou de vomitar.
O resultado foi uma sopa de letrinhas que formam palavrões. No estilo: vai tomar no cu, filho da puta! Que mijo horrível! Coloca mais, aí!
E-mail: bruno.grazoonp@gmail.com
Wattpad: @Grazoon
Facebook: https://www.facebook.com/bruno.grazoon






Uma morte, Um presente e Mais Uma Viagem

meu indicador cuspiria gala. Botei meu pau para fora, olhei para a porta aberta. A garota agarrou

meu troço e meteu na boca. Chupou com violência. O medo do flagrante me excitava. Fiquei

de orelha em pé, atento a qualquer ruído de passos, de passarinhos, pessoas. Passarinhos que

contavam segredos para pessoas.

Desgraçada, não queria me deixar dormir pra chupar meu pau. Isso que era um presente

de aniversário. Muito obrigado, querida! Continuei com o dedo no botãozinho dela. Vai, meu

bem! Devora minha rola, pensei. A calcinha da Tainara ensopou.

Escutei alguém vindo. Puxei meu pau de uma vez, senti os dentes dela nesse instante.

Ela se recompôs ligeiro. E um vulto passou na frente da porta.

— Feliz aniversário, Caio.

— Safada.

Rimos juntos.

No outro dia fiz 17 anos, e não me senti mais velho de um dia para o outro. Os meses se

arrastaram com escola, amigos, cigarro, álcool e uma menina ou outra por mês. Minha mãe

continuava indo ao Mucuripe, mas agora, para cuidar do meu avô, que não sabia fazer almoço

e nem limpar a casa. Então me acostumei à solidão dos dias, e às conversas com o Felipe e o

Rafael durante a noite. E só às vezes, eu enchia a casa com amigos e garotas, que conhecia

durante bebedeiras.

O mês de julho chegou. Resolvi viajar para Paulino Neves. Minhas tias me chamavam

para o Encontro da Família, que acontecia todo ano. Porém, não participei no ano passado

porque havia chegado depois. E meus primos também me convidavam para uma vaquejada

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Bruno Costa
Uma morte, Um presente e Mais Uma Viagem

meu indicador cuspiria gala. Botei meu pau para fora, olhei para a porta aberta. A garota agarrou

meu troço e meteu na boca. Chupou com violência. O medo do flagrante me excitava. Fiquei

de orelha em pé, atento a qualquer ruído de passos, de passarinhos, pessoas. Passarinhos que

contavam segredos para pessoas.

Desgraçada, não queria me deixar dormir pra chupar meu pau. Isso que era um presente

de aniversário. Muito obrigado, querida! Continuei com o dedo no botãozinho dela. Vai, meu

bem! Devora minha rola, pensei. A calcinha da Tainara ensopou.

Escutei alguém vindo. Puxei meu pau de uma vez, senti os dentes dela nesse instante.

Ela se recompôs ligeiro. E um vulto passou na frente da porta.

— Feliz aniversário, Caio.

— Safada.

Rimos juntos.

No outro dia fiz 17 anos, e não me senti mais velho de um dia para o outro. Os meses se

arrastaram com escola, amigos, cigarro, álcool e uma menina ou outra por mês. Minha mãe

continuava indo ao Mucuripe, mas agora, para cuidar do meu avô, que não sabia fazer almoço

e nem limpar a casa. Então me acostumei à solidão dos dias, e às conversas com o Felipe e o

Rafael durante a noite. E só às vezes, eu enchia a casa com amigos e garotas, que conhecia

durante bebedeiras.

O mês de julho chegou. Resolvi viajar para Paulino Neves. Minhas tias me chamavam

para o Encontro da Família, que acontecia todo ano. Porém, não participei no ano passado

porque havia chegado depois. E meus primos também me convidavam para uma vaquejada

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