SUPPLICIUM - Cannubis
Cannubis
Cannubis é natural de São Luís Ma mas agora vive perdida entre as vielas fétidas de sua mente sequelada. Odeia finais felizes e por isso vive embriagada de terror e de seus subgêneros, vomita na cara dos padrões impostos pela sociedade enquanto da vida a CANNUBiS seu filho, irmão e amante. Dirige pela periferia de São luis um Opala preto e tem como companhia o top five dos mais procurados do submundo, coleciona as capsulas de balas que mataram gente como kennedy, Jhon Lennon e Tupac... Foi depois de tomar um shot de bournon que ela emprestou suas mãos a um cão infernal para escrever “DEIXAI TODA ESPERANÇA, Ó VÓS QUE ENTRAIS!" no umbral dos portões infernais da comedia de Dante Alighieri. Quer um conselho? Não leiam com carinho pois aqui não se prega a paz. Como morbitvs vividvs diz: "Uma bandeira branca é como o pus de um ser putrefato".
@arj.Wanessa - instagram
@CANNUBiS.cg - wattpad







SUPPLICIUM

as 6:00 da manhã ouvi uma repórter mencionar algo sobre pontos de alagamento devido ao

alto nivel da água. Aproveito essa atmosfera psicodelica que beira o sobrenatural e enrolo um

cigarro de maconha, mas não antes de tragar os últimos suspiros de nicotina do meu Marlboro.

Acendo o baseado e na primeira puxada sinto a leve pressão gelada na nuca. Inaldo toda a paz

que só o THC pode proporcionar e absorvo cada detalhe do barato que relaxa meu corpo.

Volto a olhar para a janela do bar e através dela, vejo a cara pálida numa expressão lânguida

típica dos embriagados.

Ele espumeja saliva como um doente mental com as mandíbulas frouxas e seu olhar está

perdido como o de um cego. A camisa de brim está amarrotada, os cabelos desgrenhados e os

braços frouxos pendendo da cadeira.

O único garçom que se dispôs a encerrar o expediente, empilha as mesas e cadeiras num

aviso mudo que indica que já passou da hora de fechar.

O garçom desliga as luzes.

Essa é minha deixa. Caminho até as portas do bar ainda sob efeitos da cannabis e nem me

dou o trabalho de cumprimentar o garçom que passa por mim vestido em sua melhor cara de

tédio.

A música já num volume característico dos fins de festa, é de uma banda local. Sei disso pelo

familiar timbre esganiçado fo vocalista da school thrash, que berra o refrão de streets of

silence.

O bar está escuro e com um cheiro azedo de cerveja. Os instrumentos usados nos eventos

estão amontoados num pequeno palco a minha frente.

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Cannubis
SUPPLICIUM

as 6:00 da manhã ouvi uma repórter mencionar algo sobre pontos de alagamento devido ao

alto nivel da água. Aproveito essa atmosfera psicodelica que beira o sobrenatural e enrolo um

cigarro de maconha, mas não antes de tragar os últimos suspiros de nicotina do meu Marlboro.

Acendo o baseado e na primeira puxada sinto a leve pressão gelada na nuca. Inaldo toda a paz

que só o THC pode proporcionar e absorvo cada detalhe do barato que relaxa meu corpo.

Volto a olhar para a janela do bar e através dela, vejo a cara pálida numa expressão lânguida

típica dos embriagados.

Ele espumeja saliva como um doente mental com as mandíbulas frouxas e seu olhar está

perdido como o de um cego. A camisa de brim está amarrotada, os cabelos desgrenhados e os

braços frouxos pendendo da cadeira.

O único garçom que se dispôs a encerrar o expediente, empilha as mesas e cadeiras num

aviso mudo que indica que já passou da hora de fechar.

O garçom desliga as luzes.

Essa é minha deixa. Caminho até as portas do bar ainda sob efeitos da cannabis e nem me

dou o trabalho de cumprimentar o garçom que passa por mim vestido em sua melhor cara de

tédio.

A música já num volume característico dos fins de festa, é de uma banda local. Sei disso pelo

familiar timbre esganiçado fo vocalista da school thrash, que berra o refrão de streets of

silence.

O bar está escuro e com um cheiro azedo de cerveja. Os instrumentos usados nos eventos

estão amontoados num pequeno palco a minha frente.

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