A bela e o dia de nossa despedida - Carli Bortolanza
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




A bela e o dia de nossa despedida

O Amor

Esses beijos que agora estou sorvendo de sua celestial e apaixonada boca não são de despedida, mas de um ‘até logo mais’; pois quando o sol acariciar com seus lábios as folhas murchas pelo orvalho que dele se fez um barril com seu tronco de carvalho; ou até quando a lua em sua majestosa coloração cobrir de gelo o solo arenoso e esplendecente dessa terra antes vil.

 

É nesse dia que nos reencontraremos, e apenas nesse dia, rascar-se-á o peito como a um botão de rosa estourando suas vestes que em sedosa majestade abrirá a tão pura e derradeira felicidade em forma de paixão eterna em pétalas, aromas e cores.

                                                                                         

E, ai sim, nesse dia, e somente nesse dia, também escorrerá de nossos olhos, uma única lágrima, como a um néctar da mais pura e sedosa ingenuidade, que será a junção de nossas almas coladas a desgrudar de nossa eterna convivência, e ai surgirá o sublime do portal dos mortos e nossa despedida eterna.

 

Essa foi a carta que Thur recebeu da mais bela dama, com seu longo vestido branco de seda, que revelava sutilmente a lingerie igualmente branca, transparecendo seu escultural corpo de princesa sueca.

 

O sol com seus raios brilhantes já estavam despedindo-se do azul do céu quando Thur de joelhos na branca areia de uma praia deserta, segurando a encantadora mão de Greicy que em pé na sua frente com seu biquíni branco fita-o com seus olhos azuis, sem muita reação a não ser o de vergonha que por seu meigo jeito de ser, faz suas bochechas ficarem rosadas como a canga transparente que cobre sua calcinha. Thur hesita por um momento, mas declama um poema e no final pede-a em casamento. Greicy responde abaixando-se e o abraçando, desferindo um beijo, o primeiro beijo que Thur recebeu daqueles lábios rosados e carnudos, meio desajeitado dando a impressão de ser o primeiro beijo lançado por Greicy.

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Carli Bortolanza
A bela e o dia de nossa despedida

O Amor

Esses beijos que agora estou sorvendo de sua celestial e apaixonada boca não são de despedida, mas de um ‘até logo mais’; pois quando o sol acariciar com seus lábios as folhas murchas pelo orvalho que dele se fez um barril com seu tronco de carvalho; ou até quando a lua em sua majestosa coloração cobrir de gelo o solo arenoso e esplendecente dessa terra antes vil.

 

É nesse dia que nos reencontraremos, e apenas nesse dia, rascar-se-á o peito como a um botão de rosa estourando suas vestes que em sedosa majestade abrirá a tão pura e derradeira felicidade em forma de paixão eterna em pétalas, aromas e cores.

                                                                                         

E, ai sim, nesse dia, e somente nesse dia, também escorrerá de nossos olhos, uma única lágrima, como a um néctar da mais pura e sedosa ingenuidade, que será a junção de nossas almas coladas a desgrudar de nossa eterna convivência, e ai surgirá o sublime do portal dos mortos e nossa despedida eterna.

 

Essa foi a carta que Thur recebeu da mais bela dama, com seu longo vestido branco de seda, que revelava sutilmente a lingerie igualmente branca, transparecendo seu escultural corpo de princesa sueca.

 

O sol com seus raios brilhantes já estavam despedindo-se do azul do céu quando Thur de joelhos na branca areia de uma praia deserta, segurando a encantadora mão de Greicy que em pé na sua frente com seu biquíni branco fita-o com seus olhos azuis, sem muita reação a não ser o de vergonha que por seu meigo jeito de ser, faz suas bochechas ficarem rosadas como a canga transparente que cobre sua calcinha. Thur hesita por um momento, mas declama um poema e no final pede-a em casamento. Greicy responde abaixando-se e o abraçando, desferindo um beijo, o primeiro beijo que Thur recebeu daqueles lábios rosados e carnudos, meio desajeitado dando a impressão de ser o primeiro beijo lançado por Greicy.

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