Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




À puta amada

…Não só pelo feto morto, mas pelo fato de ter me oferecido o vinho branco seco e com ele me fiz refletir.

Foram pelo menos 13 anos após tê-la visto novamente em meus presságios devaneios ou presságios devaneicos se assim possa eu falar.

O acabamento já havia acabado, o amor mal cicatrizado após a retirada da flecha do cupido que abriu o peito em sangue e choro.

As fotos dizem por si, mas não há foto que revelam as emoções das lembranças e das dores da mordaça.

Arqueado o arco se prepara para lançar mais uma flecha.

Na busca da metade da laranja, o que falta para completar mais uma caipira, sou forçado a relembrar das noites solitárias de insônia sobre o berço da cachaça e das belas damas de meus bordéis de pensamentos mórbidos.

A dor cinzenta cicatriza-se junto às feridas abertas e que se abrirão novamente num futuro, pois as premonições me fazem horar neste insólito sistema nervoso central pulsante.

As ninfas embelezam o sono angelical ao mesmo tempo em que a flecha é lançada na direção do peito exposto. Ó ninfas! Lindas ninfas de orelhas pontudas e purificadas pelos pingentes de ouro dos Maias. Lindas! Lindas!

Mas desta vez, não serei eu a vítima da maldita flecha, mas sim um feto que tendo sido expurgado para fora com ferros quentes, morto pela própria vontade de seus pais, estás ligado ao cordão umbilical e sua placenta sobre a relva da mata virgem.

O arqueiro, não era o alvo, e se ele não havia matado, agora certamente o feto estaria morto, com o deferir de meu golpe fortíssimo na cabeça, com meu bastão feito de um galho de árvore que ainda chora a perda de seu membro/galho e suas folhas.

O feto certamente com seu crânio afundado junto a terra macia da mata, ficará ali preso pela flecha em seu peito que atravessando-o, o mantém firme ao chão, impedindo-o e dando garantia à todos nós, que não se levantará a nos assombrar com sua fome por cérebros que cada vez anda mais escasso nessa sociedade medíocre.

Carli Bortolanza
À puta amada

…Não só pelo feto morto, mas pelo fato de ter me oferecido o vinho branco seco e com ele me fiz refletir.

Foram pelo menos 13 anos após tê-la visto novamente em meus presságios devaneios ou presságios devaneicos se assim possa eu falar.

O acabamento já havia acabado, o amor mal cicatrizado após a retirada da flecha do cupido que abriu o peito em sangue e choro.

As fotos dizem por si, mas não há foto que revelam as emoções das lembranças e das dores da mordaça.

Arqueado o arco se prepara para lançar mais uma flecha.

Na busca da metade da laranja, o que falta para completar mais uma caipira, sou forçado a relembrar das noites solitárias de insônia sobre o berço da cachaça e das belas damas de meus bordéis de pensamentos mórbidos.

A dor cinzenta cicatriza-se junto às feridas abertas e que se abrirão novamente num futuro, pois as premonições me fazem horar neste insólito sistema nervoso central pulsante.

As ninfas embelezam o sono angelical ao mesmo tempo em que a flecha é lançada na direção do peito exposto. Ó ninfas! Lindas ninfas de orelhas pontudas e purificadas pelos pingentes de ouro dos Maias. Lindas! Lindas!

Mas desta vez, não serei eu a vítima da maldita flecha, mas sim um feto que tendo sido expurgado para fora com ferros quentes, morto pela própria vontade de seus pais, estás ligado ao cordão umbilical e sua placenta sobre a relva da mata virgem.

O arqueiro, não era o alvo, e se ele não havia matado, agora certamente o feto estaria morto, com o deferir de meu golpe fortíssimo na cabeça, com meu bastão feito de um galho de árvore que ainda chora a perda de seu membro/galho e suas folhas.

O feto certamente com seu crânio afundado junto a terra macia da mata, ficará ali preso pela flecha em seu peito que atravessando-o, o mantém firme ao chão, impedindo-o e dando garantia à todos nós, que não se levantará a nos assombrar com sua fome por cérebros que cada vez anda mais escasso nessa sociedade medíocre.