Amor despedaçado - Carli Bortolanza
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




Amor despedaçado

Anoitece e a tristeza padece;
Nos braços de outro você adormece;
Angustia me rasga a carne e me sangram os braços;
Amo-a e vou me cortar, Transformando-me em pedaços.

Na masmorra de um coração partido;
Desfiro os golpes para parar com o sofrido;
Risco a faca e corto uma perna;
Esvaio-me lentamente, mas a fraqueza não será eterna.

Suspiro fundo a cortar a outra perna fora;
Suando sangue, preciso ser rápido agora;
Amolo a faca e um braço cai;
Corroído pela paixão o amor não sai.

A faca bate no ombro e decepo meu outro braço;
Maravilha de faca que cai e me perfura o baço;
Ansiedade de logo descansar eternamente;
Rios de sangue se esvaiam, mas o amor ainda a mente sente.

Grito um último suspiro de vida na partida;
Orgulhoso eu irei a esquecer, vendo-a na despedida.

Carli Bortolanza
Amor despedaçado

Anoitece e a tristeza padece;
Nos braços de outro você adormece;
Angustia me rasga a carne e me sangram os braços;
Amo-a e vou me cortar, Transformando-me em pedaços.

Na masmorra de um coração partido;
Desfiro os golpes para parar com o sofrido;
Risco a faca e corto uma perna;
Esvaio-me lentamente, mas a fraqueza não será eterna.

Suspiro fundo a cortar a outra perna fora;
Suando sangue, preciso ser rápido agora;
Amolo a faca e um braço cai;
Corroído pela paixão o amor não sai.

A faca bate no ombro e decepo meu outro braço;
Maravilha de faca que cai e me perfura o baço;
Ansiedade de logo descansar eternamente;
Rios de sangue se esvaiam, mas o amor ainda a mente sente.

Grito um último suspiro de vida na partida;
Orgulhoso eu irei a esquecer, vendo-a na despedida.