Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




As sombras esclarecidas

O vento leva as nuvens ao luar;
Enquanto meu corpo boia na brisa do mar;
A linda escuridão do céu;
Transforma minhas vestes em véu.

Tubarões alimentam-se de minha carne;
Há relâmpagos a encantar a escarne;
Os pedaços purulentos se despedem;
Junto aos vermes que se evadem.

A praia movimentada esta a festejar;
Longe de toda a desgraça vão a bailar;
Sou um ser podre e gosmento;
Que fui puritanamente grotesco e nojento.

Cuspo rosas brancas no amanhecer;
Porém a tudo me fiz esquecer;
Em águas salgadas fui eu a me banhar;
E por lá, foste eu ter peixes a me velar.

Ondas me fazem na praia chegar;
Há linfas ninfetas, eu as fiz assustar;
A polícia veio a me juntar;
Para num cemitério meus restos enterrar.

Carli Bortolanza
As sombras esclarecidas

O vento leva as nuvens ao luar;
Enquanto meu corpo boia na brisa do mar;
A linda escuridão do céu;
Transforma minhas vestes em véu.

Tubarões alimentam-se de minha carne;
Há relâmpagos a encantar a escarne;
Os pedaços purulentos se despedem;
Junto aos vermes que se evadem.

A praia movimentada esta a festejar;
Longe de toda a desgraça vão a bailar;
Sou um ser podre e gosmento;
Que fui puritanamente grotesco e nojento.

Cuspo rosas brancas no amanhecer;
Porém a tudo me fiz esquecer;
Em águas salgadas fui eu a me banhar;
E por lá, foste eu ter peixes a me velar.

Ondas me fazem na praia chegar;
Há linfas ninfetas, eu as fiz assustar;
A polícia veio a me juntar;
Para num cemitério meus restos enterrar.