Assim nasce o canto dos tubarões de Ducase - Carli Bortolanza
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




Assim nasce o canto dos tubarões de Ducase

Luci Maldanger, forte como nunca, uns dizem que nasceu como os tubarões, já dentro do útero de sua mãe devorou, mesmo sem dentes, seus outros três irmãos. Os diagnósticos médicos e os ultrassons revelam que dos quatros iniciais, aos poucos um estaria crescendo e os outros desaparecendo.
Talvez por isso, por ter essa maldade perigosa seus pais a chamaram de Luci, em homenagem a mitologia cristã onde Luci, abreviatura de lúcifer, o nome do diabo.

A humanidade não estava apta a receber e acolher tamanho perigo que pudesse surgir da força descomunal, pois mesmos sem dentes havia devorado sem piedade seus irmãos.
A mata fechada é um lugar perigoso, onde somente os fortes sobrevivem, talvez por isso seus pais a expurgaram ali, (talvez por medo que Luci devorasse sua própria mãe como os vermes fazem, de dentro pra fora, nesse caso começando por devorar o próprio útero materno) dois meses antes da cirurgia marcada da cesariana, e ali nessa mata também a deixariam para que morresse a própria sorte, porém esqueceram que se forte fosse o bastante, cresceria entre as feras selvagens que em seu sangue também circundam.
Luci ao sair forçadamente para fora das entranhas de sua mãe cai suavemente na terra onde seria seu berço eterno, pensavam seus pais, que tendo um último olhar, abraçados um ao outro, lagrimejaram por uns instantes e deram as costas antes da primeira hora de vida fora do útero materno de Maldanger, sem maiores despedidas, sem laços de sentimentos e sem rancor. Pois achavam eles que a natureza embalá-la-iam no sono da morte enquanto o destino a velaria.
Mas o que eles não sabiam é que Luci Maldanger não era apenas mais um feto abortado nas últimas semanas, Luci era especial, desumana se compararmos com a hipócrita raça de humanos do planeta terra.
Luci não chorou, talvez por medo que eles pudessem voltar e agredi-lo com chutes e ou pauladas manteve-se espiando de olhos semifechados até que seus derradeiros pais sumissem mata a fora, só então se sentou e pôs-se a pensar.

Páginas: 1 2

Carli Bortolanza
Assim nasce o canto dos tubarões de Ducase

Luci Maldanger, forte como nunca, uns dizem que nasceu como os tubarões, já dentro do útero de sua mãe devorou, mesmo sem dentes, seus outros três irmãos. Os diagnósticos médicos e os ultrassons revelam que dos quatros iniciais, aos poucos um estaria crescendo e os outros desaparecendo.
Talvez por isso, por ter essa maldade perigosa seus pais a chamaram de Luci, em homenagem a mitologia cristã onde Luci, abreviatura de lúcifer, o nome do diabo.

A humanidade não estava apta a receber e acolher tamanho perigo que pudesse surgir da força descomunal, pois mesmos sem dentes havia devorado sem piedade seus irmãos.
A mata fechada é um lugar perigoso, onde somente os fortes sobrevivem, talvez por isso seus pais a expurgaram ali, (talvez por medo que Luci devorasse sua própria mãe como os vermes fazem, de dentro pra fora, nesse caso começando por devorar o próprio útero materno) dois meses antes da cirurgia marcada da cesariana, e ali nessa mata também a deixariam para que morresse a própria sorte, porém esqueceram que se forte fosse o bastante, cresceria entre as feras selvagens que em seu sangue também circundam.
Luci ao sair forçadamente para fora das entranhas de sua mãe cai suavemente na terra onde seria seu berço eterno, pensavam seus pais, que tendo um último olhar, abraçados um ao outro, lagrimejaram por uns instantes e deram as costas antes da primeira hora de vida fora do útero materno de Maldanger, sem maiores despedidas, sem laços de sentimentos e sem rancor. Pois achavam eles que a natureza embalá-la-iam no sono da morte enquanto o destino a velaria.
Mas o que eles não sabiam é que Luci Maldanger não era apenas mais um feto abortado nas últimas semanas, Luci era especial, desumana se compararmos com a hipócrita raça de humanos do planeta terra.
Luci não chorou, talvez por medo que eles pudessem voltar e agredi-lo com chutes e ou pauladas manteve-se espiando de olhos semifechados até que seus derradeiros pais sumissem mata a fora, só então se sentou e pôs-se a pensar.

Páginas: 1 2