Bêbados de filosofia poética - Carli Bortolanza
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




Bêbados de filosofia poética

Mergulhando num inerte lago;
Querendo submergir da escravidão;
Voltando meu ser a turbilhão da escuridão;
Para sangrar com uma faca algo.

Não sei o que ainda matarei;
De tantas mortes que já causei;
Cansado não venho a ficar;
Pois quero muito sangue ainda derramar.

Possuo várias dores alheias;
Que me palidezes e engrandece minhas olheiras;
Rindo sempre para não chorar;
A dor que um dia me fará sufocar.

Desço ao inferno para festejar;
Ao céu para me purificar;
Mas na terra estás a viver;
E na terra ei de fazê-la sofrer;

Creio que terei minha desgraça;
E no fim cultivar essa minha graça;
Lendo a sabedoria da filosofia;
Para viver bêbado na paz da quimiotrofia.

 

 

Carli Bortolanza
Bêbados de filosofia poética

Mergulhando num inerte lago;
Querendo submergir da escravidão;
Voltando meu ser a turbilhão da escuridão;
Para sangrar com uma faca algo.

Não sei o que ainda matarei;
De tantas mortes que já causei;
Cansado não venho a ficar;
Pois quero muito sangue ainda derramar.

Possuo várias dores alheias;
Que me palidezes e engrandece minhas olheiras;
Rindo sempre para não chorar;
A dor que um dia me fará sufocar.

Desço ao inferno para festejar;
Ao céu para me purificar;
Mas na terra estás a viver;
E na terra ei de fazê-la sofrer;

Creio que terei minha desgraça;
E no fim cultivar essa minha graça;
Lendo a sabedoria da filosofia;
Para viver bêbado na paz da quimiotrofia.