Canibais Abuse - Carli Bortolanza
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




Canibais Abuse

Ouço o sino de mil badaladas;
É a hora de minha execução.

O vazio da nossa morada murada.
Não tem nada para colocar nos brancos lençóis.

Não há despedida;
Nem choro nos teus e nos meus olhos;
Pedirei meu perdão. – Perdoai-me!!!
Mas sei que meus gritos foram em vão.

Agulhas penetram em minha carne;
Venenos circulam nas veias junto ao meu sangue.

Dores dizem-me que não há.
Mas o que há agora em mim?
Se não é a dor!
Sei que meu fim está próximo…

 

Carli Bortolanza
Canibais Abuse

Ouço o sino de mil badaladas;
É a hora de minha execução.

O vazio da nossa morada murada.
Não tem nada para colocar nos brancos lençóis.

Não há despedida;
Nem choro nos teus e nos meus olhos;
Pedirei meu perdão. – Perdoai-me!!!
Mas sei que meus gritos foram em vão.

Agulhas penetram em minha carne;
Venenos circulam nas veias junto ao meu sangue.

Dores dizem-me que não há.
Mas o que há agora em mim?
Se não é a dor!
Sei que meu fim está próximo…