Carli Bortolanza - Comer sim matar não
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




Comer sim, matar não

Contando louvores a corpos podres, dirijo-me ao meu estupendo lugar no bar onde costuma enxugar as lágrimas das cervejas amargas.
Meses atrás comecei a frequentar a parte dos fundos para ter a visão panorâmica e estupefata das meninas que sorrateiramente desfilam seus corpos no altar do passeio público.
A cada copo que se esvazia garganta a baixo, a beleza aflora não só em cor, mas em tom, som e aroma.
A lentidão de minha mente iguala-se ao de meu corpo, impedindo que eu faça a besteira de perto delas chegarem.
Besteira essa que me causaria problemas sociais, pois ninguém entenderiam meus profundos desejos.
Quando as cervejas pararem de chorar sua espuma, o táxi me deixara na porta de meu lar e lá descansarei meu ser, e minha mente apagada.
A necrofilia apodrece meu ser que afoga-se no álcool a impedir que eu seja o causador da morte de minhas paixões fúnebres.
Meus ébrios pensamentos satisfaz minha realidade amarga, gelada e espumosa.

 

 

Carli Bortolanza
Comer sim, matar não

Contando louvores a corpos podres, dirijo-me ao meu estupendo lugar no bar onde costuma enxugar as lágrimas das cervejas amargas.
Meses atrás comecei a frequentar a parte dos fundos para ter a visão panorâmica e estupefata das meninas que sorrateiramente desfilam seus corpos no altar do passeio público.
A cada copo que se esvazia garganta a baixo, a beleza aflora não só em cor, mas em tom, som e aroma.
A lentidão de minha mente iguala-se ao de meu corpo, impedindo que eu faça a besteira de perto delas chegarem.
Besteira essa que me causaria problemas sociais, pois ninguém entenderiam meus profundos desejos.
Quando as cervejas pararem de chorar sua espuma, o táxi me deixara na porta de meu lar e lá descansarei meu ser, e minha mente apagada.
A necrofilia apodrece meu ser que afoga-se no álcool a impedir que eu seja o causador da morte de minhas paixões fúnebres.
Meus ébrios pensamentos satisfaz minha realidade amarga, gelada e espumosa.