Dai-me força para eu poder ver a palidez do pôr do sol - Carli Bortolanza
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




Dai-me força para eu poder ver a palidez do pôr do sol

Hoje vejo os traços de minha musa;
Estampados nas tristes blusas;
Que se usa na esperança de lhe encontrar;
Para a todos nós a glorificar.

Corro para bem alto gritar;
Para que o mundo possa escutar;
Os louvores que por ti cultivo;
Para saciar nosso desejo primitivo.

Cego sou por natureza;
Mas seu corpo esculpido pela pureza;
Transborda sua libido de princesa;
A guiar pelas entranhas minhas presas;

Nós vermes não temos muito como se virar;
Ao menos que asas nós pudéssemos criar;
Mas no intestino nossos ovos foram chocar;
E só nos resta esse corpo degustar.

Para no fim dessas curvas de beleza;
Vermos o pôr do sol com sua tristeza;
E no ambiente externo nos enclausurar;
Para no futuro bater as asas e voar…

 

 

Carli Bortolanza
Dai-me força para eu poder ver a palidez do pôr do sol

Hoje vejo os traços de minha musa;
Estampados nas tristes blusas;
Que se usa na esperança de lhe encontrar;
Para a todos nós a glorificar.

Corro para bem alto gritar;
Para que o mundo possa escutar;
Os louvores que por ti cultivo;
Para saciar nosso desejo primitivo.

Cego sou por natureza;
Mas seu corpo esculpido pela pureza;
Transborda sua libido de princesa;
A guiar pelas entranhas minhas presas;

Nós vermes não temos muito como se virar;
Ao menos que asas nós pudéssemos criar;
Mas no intestino nossos ovos foram chocar;
E só nos resta esse corpo degustar.

Para no fim dessas curvas de beleza;
Vermos o pôr do sol com sua tristeza;
E no ambiente externo nos enclausurar;
Para no futuro bater as asas e voar…