Carli Bortolanza - De que adianta amar os vivos, se quem amo está morta. Amar-me-ei morto
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




De que adianta amar os vivos, se quem amo está morta. Amar-me-ei morto

Escrevo, escrevo grande…

Escrevo grande para que olhos verdes pequenos também possam ler os devaneios da necrosada vida sentimentalmente sofrida de meu ser.

Arrasto-me a sentir meus ossos a desgrudarem de minha pegajosa carne a soltar minha pele.

A musa ao ler, verá o fim de minha vida, escrita com o pus de meu cérebro, a escorregar pelo sangue redondo do espelho no meu quarto escuro.

A vida não se terá ido em vão, se as escritas das paredes de minha solidão transformar-se em arte, na voz sedutora de minha musa e esta cantar aos quatro ventos, o sarcasmo e a ansiedade da podridão, que corroeu meu ser, ao apaixonar-me pela miséria e a insanidade da vida.

Vida está que, escrita com dor, pintou as paredes vazia da amargura e encheu minha alma sem alma, me fazendo vivo.

 

 

 

 

 

 

Carli Bortolanza
De que adianta amar os vivos, se quem amo está morta. Amar-me-ei morto

Escrevo, escrevo grande…

Escrevo grande para que olhos verdes pequenos também possam ler os devaneios da necrosada vida sentimentalmente sofrida de meu ser.

Arrasto-me a sentir meus ossos a desgrudarem de minha pegajosa carne a soltar minha pele.

A musa ao ler, verá o fim de minha vida, escrita com o pus de meu cérebro, a escorregar pelo sangue redondo do espelho no meu quarto escuro.

A vida não se terá ido em vão, se as escritas das paredes de minha solidão transformar-se em arte, na voz sedutora de minha musa e esta cantar aos quatro ventos, o sarcasmo e a ansiedade da podridão, que corroeu meu ser, ao apaixonar-me pela miséria e a insanidade da vida.

Vida está que, escrita com dor, pintou as paredes vazia da amargura e encheu minha alma sem alma, me fazendo vivo.