Destino do Amor - Carli Bortolanza
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




Destino do Amor

 

Meu coração bate apaixonado pela mais bela das mulheres.

Nunca haverá outra com tamanha pureza e beleza.
Seus olhos brilham como estrelas no azul do céu.
Sua face mais parecia flocos de algodão.
Suas mãos suaves transformam-se em seda ao tocar minha áspera face.
Seu corpo escultural harmonizava e impressionava a todos.
Porém mal posso vê-la hoje, deitada sobre as garras da morte.

 

 






*Texto publicado no fanzine Vermes II, editado pelo autor em julho de 1996.

Carli Bortolanza
Destino do Amor

 

Meu coração bate apaixonado pela mais bela das mulheres.

Nunca haverá outra com tamanha pureza e beleza.
Seus olhos brilham como estrelas no azul do céu.
Sua face mais parecia flocos de algodão.
Suas mãos suaves transformam-se em seda ao tocar minha áspera face.
Seu corpo escultural harmonizava e impressionava a todos.
Porém mal posso vê-la hoje, deitada sobre as garras da morte.

 

 






*Texto publicado no fanzine Vermes II, editado pelo autor em julho de 1996.