Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




A dias o sol brilha no céu! Chegará o dia em que também ei de brilhar no mar

…quarta-feira, mais um dia sem dormir. Não sei o que há.
Talvez levantar para escrever algo, talvez seja forçado pelas traças que me ardem a pele.
Talvez essas linhas escritas sejais a causa de minha insônia que me tortura os pensamentos. Talvez!
Talvez o que busco não seja o dormir, mas o acordar. Talvez!
Haverá algum dia num futuro distante um sono há minha espera? Talvez!
Talvez a cama de madeira não seja tão confortável, mas ela foi feita sob medida.
Talvez são as paredes frias de mármore de meu quarto que não me deixam dormir, talvez!
Talvez sejam as diversas vozes, humanas e não humanas que vem das demais camas e das centenas de quartos nesse castelo encantado e enfeitado pela religiosidade dos que estão lá fora caminhando.
Talvez, sejas a cruz que enfeita a porta de meu quarto que me incomoda, e esse incomodo que me perturba o sono. Talvez!
Talvez seja o cheiro das velas que quando acessas nos traz o aroma da morte.
Talvez, simplesmente talvez…
Mas aqui estou me mantendo deitado em minha cama, trancado em meu quarto, com meus olhos fechados e as traças devorando minhas vestes, tentando dormir.
Mas hoje é apenas quarta-feira, e talvez até fim de semana eu consiga dormir, ou desistirei de tentar e abandonarei de vez o breu de meu quarto.
Talvez!

Carli Bortolanza
A dias o sol brilha no céu! Chegará o dia em que também ei de brilhar no mar

…quarta-feira, mais um dia sem dormir. Não sei o que há.
Talvez levantar para escrever algo, talvez seja forçado pelas traças que me ardem a pele.
Talvez essas linhas escritas sejais a causa de minha insônia que me tortura os pensamentos. Talvez!
Talvez o que busco não seja o dormir, mas o acordar. Talvez!
Haverá algum dia num futuro distante um sono há minha espera? Talvez!
Talvez a cama de madeira não seja tão confortável, mas ela foi feita sob medida.
Talvez são as paredes frias de mármore de meu quarto que não me deixam dormir, talvez!
Talvez sejam as diversas vozes, humanas e não humanas que vem das demais camas e das centenas de quartos nesse castelo encantado e enfeitado pela religiosidade dos que estão lá fora caminhando.
Talvez, sejas a cruz que enfeita a porta de meu quarto que me incomoda, e esse incomodo que me perturba o sono. Talvez!
Talvez seja o cheiro das velas que quando acessas nos traz o aroma da morte.
Talvez, simplesmente talvez…
Mas aqui estou me mantendo deitado em minha cama, trancado em meu quarto, com meus olhos fechados e as traças devorando minhas vestes, tentando dormir.
Mas hoje é apenas quarta-feira, e talvez até fim de semana eu consiga dormir, ou desistirei de tentar e abandonarei de vez o breu de meu quarto.
Talvez!