Fraterno com o papo de uma fregata[1] - Carli Bortolanza
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




Fraterno com o papo de uma fregata[1]

Masturbação encéfalo cardíaca, é disso que ei de contaminar minhas noites em claro.

Enquanto isóbaros de enxofre queimam nos incensários de vidro dependurados nas brocas das cortinas negras de seda.

Declamarei um poema ao dia/noite para meu espelho espectro quebrado e guardado sigilosamente na esfinge da sedutora e romântica lua de Vênus.

A ti, ó mantenedora amada, a ti que cultivo esses cancros e essas poesias.

A ti, que noites inteiras acordado fico à declarar a dor cancerígenas de meu corpo em prosas e versos.

Gritarei com minha voz trêmula, o mais alto que eu possa, quando minha hérnia sepulcral sair de meu umbigo angelical e junto com a fertilização da vida, degustar e saciar a sede/fome do desejo carnal dissecado.

Gritarei até poder expurgar a mais cruel das inquisições harmônicas, suando a face e cansando a mão.

A ti, mantenedora sepultada amada;

A ti deixarei a vitalidade da vida para tentar eternizar meu eu nos versos dessa melancolia.

[1] Fregata magnificens

Carli Bortolanza
Fraterno com o papo de uma fregata[1]

Masturbação encéfalo cardíaca, é disso que ei de contaminar minhas noites em claro.

Enquanto isóbaros de enxofre queimam nos incensários de vidro dependurados nas brocas das cortinas negras de seda.

Declamarei um poema ao dia/noite para meu espelho espectro quebrado e guardado sigilosamente na esfinge da sedutora e romântica lua de Vênus.

A ti, ó mantenedora amada, a ti que cultivo esses cancros e essas poesias.

A ti, que noites inteiras acordado fico à declarar a dor cancerígenas de meu corpo em prosas e versos.

Gritarei com minha voz trêmula, o mais alto que eu possa, quando minha hérnia sepulcral sair de meu umbigo angelical e junto com a fertilização da vida, degustar e saciar a sede/fome do desejo carnal dissecado.

Gritarei até poder expurgar a mais cruel das inquisições harmônicas, suando a face e cansando a mão.

A ti, mantenedora sepultada amada;

A ti deixarei a vitalidade da vida para tentar eternizar meu eu nos versos dessa melancolia.

[1] Fregata magnificens