Maldohorror - Coletivo de escritores fantásticos e malditos.
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




Ilusões a lápis

Vejo sonhos imaturos;
Num passado do futuro;
Enlouqueço mas jamais esqueço;
As fraquezas pelas quais padeço.

Carne humana eu costumo a desfiar;
Para com meus dentes poder viver e não desmaiar;
Há vontade mútua de nos amar;
Porém inexiste o ato de amar.

Cortes profundos nos fazem padecer;
Num simples ato de renascer;
As moscas vão se esbaldar;
Sendo nós o jantar aonde elas vão a bailar.

Tristonhos nós não ficamos nem um pouco;
Pois juntos destroçamos um ao outro;
Masmorras foi o lar de nosso amor;
A empolgação saciou e calou nossa dor.

Conjugação carnal manteve-se até o final;
Retalhados sofremos e amamos esse sepulcral;
Acorrentados nos torturamos e juntos gozamos;
Com sorriso na face, até que a morte nós encontramos.

 

Carli Bortolanza
Ilusões a lápis

Vejo sonhos imaturos;
Num passado do futuro;
Enlouqueço mas jamais esqueço;
As fraquezas pelas quais padeço.

Carne humana eu costumo a desfiar;
Para com meus dentes poder viver e não desmaiar;
Há vontade mútua de nos amar;
Porém inexiste o ato de amar.

Cortes profundos nos fazem padecer;
Num simples ato de renascer;
As moscas vão se esbaldar;
Sendo nós o jantar aonde elas vão a bailar.

Tristonhos nós não ficamos nem um pouco;
Pois juntos destroçamos um ao outro;
Masmorras foi o lar de nosso amor;
A empolgação saciou e calou nossa dor.

Conjugação carnal manteve-se até o final;
Retalhados sofremos e amamos esse sepulcral;
Acorrentados nos torturamos e juntos gozamos;
Com sorriso na face, até que a morte nós encontramos.