Lar dos gênios incompreendidos - Carli Bortolanza
Carli Bortolanza
Sou um apaixonado, poeta e louco.
Perpasso entre as metáforas, aforismos e linguagens subliminares.
Da beleza ingênua e pura a feiura nua e crua. Da macies da face à macies da decomposição da carne humana. Vida e ou morte, carícias e ou torturas, são apenas pontos de vistas, vistas de um ponto. A beleza está na cerca que cerca, mas que também pode ser acerca que os prende. Nada é o que parece ser, há sempre um elo perdido nas linguagens ocultas que devem lhe fazer pensar nos conceitos das palavras descritas, pois elas não são o simples, o imediato do que estás a ler. Aprofunda-se, pois não escrevo aos outros, escrevo para orientar o EU obscuro de meu ente, escondido no inconsciente de minhas palavras, afrouxando minha gosma cefálica e dado lugar aos sonhos despertos, revelando minhas insanidades lisérgicas nos caminhos turvos dessa incompreensão desforme e não humana.




Lar dos gênios incompreendidos

Fecho os olhos. Os ferros é que me cegam.
Gritos são de dor da heterocromia ou da ferrugem que dilatam minhas pupilas.
A chuva cai. Sinto cada gota como colírio em meus olhos inchados pelo choro.
O azul do céu e o verde do limo eram o colorido de meus olhos que hoje lagrimejam a escuridão do poço.
Dia ou noite deixou de existir.
Dormir é um privilégio, mas meu cérebro não se desliga na escuridão.
Os ferros cravados nas minhas vistas aos poucos vão se deteriorando com o salgado das lágrimas que escorrem entre um grito e outro de dor.
A escuridão que sempre foi minha maior felicidade, agora se faz presente em definitivo, mesmo com as vistas abertas.
Sempre enfrentei meus medos, e por isso resolvi furar meus olhos, para apenas enxergar com minha alma.
A humanidade terrena me frustra e me deixa indignado, irritado.
Cego, escutarei apenas seus lamentos e sem ver suas aberrações, torna-se mais fácil o convívio e a aceitação da estupidez desses seres humanos.

Carli Bortolanza
Lar dos gênios incompreendidos

Fecho os olhos. Os ferros é que me cegam.
Gritos são de dor da heterocromia ou da ferrugem que dilatam minhas pupilas.
A chuva cai. Sinto cada gota como colírio em meus olhos inchados pelo choro.
O azul do céu e o verde do limo eram o colorido de meus olhos que hoje lagrimejam a escuridão do poço.
Dia ou noite deixou de existir.
Dormir é um privilégio, mas meu cérebro não se desliga na escuridão.
Os ferros cravados nas minhas vistas aos poucos vão se deteriorando com o salgado das lágrimas que escorrem entre um grito e outro de dor.
A escuridão que sempre foi minha maior felicidade, agora se faz presente em definitivo, mesmo com as vistas abertas.
Sempre enfrentei meus medos, e por isso resolvi furar meus olhos, para apenas enxergar com minha alma.
A humanidade terrena me frustra e me deixa indignado, irritado.
Cego, escutarei apenas seus lamentos e sem ver suas aberrações, torna-se mais fácil o convívio e a aceitação da estupidez desses seres humanos.